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Substâncias inibidoras de infecção viral provenientes de espécies nativas de Nyctaginaceae e Phytolaccaceae como indutores de defesa da planta

Processo: 16/25708-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2017 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lígia Maria Lembo Duarte
Beneficiário:Lígia Maria Lembo Duarte
Instituição-sede: Instituto Biológico (IB). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre Levi Rodrigues Chaves ; Déborah Yara Alves Cursino dos Santos ; Luís Carlos Bernacci ; Marcelo Eiras ; Maria Amelia Vaz Alexandre ; Ricardo Harakava
Assunto(s):Agricultura familiar  Plantas medicinais  Vírus de plantas  Mecanismos de defesa vegetal  Resistência  Antivirais  Controle alternativo de doenças de plantas  Inoculação  Expressão gênica 

Resumo

Os vírus de planta podem causar muitos prejuízos a culturas de importância econômica e o controle nem sempre é eficiente. Medidas alternativas vêm sendo testadas e espécies contendo substâncias inibidoras de infecção viral, destacando-se as da ordem Caryophyllales, como Nyctaginaceae e Phytolaccaceae, têm mostrado resultados promissores. O Brasil tem uma das floras mais ricas do mundo e espécies nativas possuem um potencial inexplorado como fontes de princípios antivirais que ainda não foram devidamente estudadas e devem ser aproveitadas. Assim sendo, pretende-se avaliar a atividade inibidora de infecção viral das espécies nativas Guapira opposita (Vell.) Reitz e Pisonia ambigua Heimerl (Nyctaginaceae) e Seguieria langsdorffii Moq. e Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms (Phytolaccaceae), bem como a ação dos extratos foliares como indutores de defesa da planta. Os extratos foliares das espécies que apresentarem inibição da infecção viral superior a 50%, no sistema Tobacco mosaic virus (TMV) x N. glutinosa L. serão selecionados para testes em Cucurbita pepo L. x Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV), que apresenta infecção sistêmica. Os extratos serão avaliados em diferentes intervalos de tempo entre o tratamento e a inoculação e em diversas diluições. Outros aspectos que serão avaliados referem-se aos parâmetros relacionados à sinalização de defesa em C. pepo, como peróxido de hidrogênio, óxido nítrico, ácidos salicílico e jasmônico e poliaminas, em quatro tratamentos: (i) plantas tratadas somente com os extrato(s) foliar(es) das Nyctaginaceae e Phytolaccaceae selecionadas, (ii) plantas tratadas somente com tampão fosfato, (iii) plantas inoculadas com o ZYMV e (iv) plantas tratadas e inoculadas. Além disso, o perfil metabolômico, bem como a expressão do gene que codifica para proteínas relacionadas à patogênese (PR) de C. pepo também serão avaliados nos quatro tratamentos por meio de cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massas e qRT-PCR, respectivamente. A realização desse projeto não só abrirá novas perspectivas de controle alternativo de fitoviroses de importância econômica, por meio da utilização de espécies nativas da flora brasileira, como também promoverá subsídio para estudos relacionados ao mecanismo de ação, bem como das interações nos processos de defesa, como elicitores das espécies reativas de oxigênio, da expressão de genes das proteínas PRs e da cascata de reações relacionadas à defesa. (AU)