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Desenvolvimento de unidade móvel especializada em extração do veneno de abelhas Apis mellifera

Resumo

As abelhas operárias da espécie Apis mellifera produzem na média 0,11mg de um veneno específico para defender a colônia, denominado apitoxina. A apitoxina é composta por muitos princípios ativos que possuem utilidade farmacológica na cura de diversas doenças. Por causa deste potencial terapêutico, seus componentes naturais bioativos vêm ganhando visibilidade e importância comercial internacionalmente. O que tem motivado diversos pesquisadores a desenvolverem coletores de apitoxina e métodos de coleta mais eficientes. Nesta ótica, o pesquisador do presente projeto, após 18 meses de pesquisa e desenvolvimento, desenvolveu um protótipo para extração de apitoxina mais eficiente que os disponíveis no mercado. Com recursos do programa FAPESP PIPE Fase 1, o pesquisador realizou testes de viabilidade produtiva e econômica do protótipo, visando à produção de apitoxina em escala comercial. Os resultados produtivos da utilização do protótipo foram muito bons se comparado aos outros aparelhos disponíveis no mercado. O que falta ser testado no quesito produtivo, é a periodicidade de extrações de apitoxina que podem ser feitas na mesma colmeia por ano, sem prejudicar o enxame e a produção de mel. Já a análise de viabilidade econômica da produção de apitoxina demonstrou que o sistema de produção precisa de alterações para se tornar eficiente. A atividade somente será lucrativa se ocorrer à substituição do veículo utilitário utilizado na pesquisa, por veículo com capacidade de transitar em estradas de terras com pontos de alagamento, com maior capacidade de carga, associado à cozinha para os funcionários poderem realizar as refeições em regiões afastadas e estufa para secagem do veneno no campo. O que nos leva a próxima fase da pesquisa, que tem como principal finalidade responder duas perguntas: Como a extração de apitoxina pode ser feita de maneira lucrativa em escala comercial com qualidade Premium em regiões apícolas afastadas? Qual é a periodicidade entre as coletas de apitoxina que não afeta a produtividade de mel do enxame? Para responder a primeira pergunta, será desenvolvido e transformado um caminhão F-4.000 4x4 com carroceria fechada climatizada em uma unidade móvel especializada em produção de apitoxina. Para responder a segunda pergunta, serão utilizadas 360 colmeias em 3 localidades diferentes que sofrerão 8 tratamentos de coleta de apitoxina durante 17 meses. O primeiro tratamento é o controle, aonde não vai ser realizado coleta, do segundo ao oitavo tratamento, as colmeias vão ter apitoxina coletada a cada 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45 dias consecutivamente. Todas as 360 colmeias dos 8 tratamentos, terão sua produção de mel monitorada para posterior análise de comparação de média produtiva por tratamento. O desenvolvimento da unidade móvel especializada em coleta de apitoxina é uma inovação no setor, que permitirá que a empresa solicite a patente de um produto até então inexistente. O resultado mais importante de cunho produtivo é o de garantir cientificamente quantas extrações de apitoxina podem ser realizadas no ano, sem prejudicar a produção de mel. A capacidade de operação da unidade móvel, somada a constatação de quantos em quantos dias é possível realizar a coleta de apitoxina, determinará o número de colmeias necessárias para a operação otimizada de uma unidade móvel. Ou seja, os dados da pesquisa fornecerão a condição para a empresa poder formatar a atuação de uma unidade móvel especializada, com número de colmeias pré-determinadas dentro de um raio de ação, formando uma célula de um sistema padronizado de produção. Essa célula de produção terá a capacidade estimada de produzir 20 quilos de apitoxina in natura por ano com qualidade Premium. O foco da empresa é de operar e vender esse pacote tecnológico com todo os produtos do sistema padronizado de produção de apitoxina, em outras regiões do Brasil e no mundo. (AU)

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