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Nitrosilação proteica: um mecanismo crítico e alvo farmacológico na sepse grave

Resumo

A Sepse é uma síndrome complexa de difícil definição e diagnóstico, com tratamento dispendioso e relativamente pouco eficaz em vista da alta taxa de mortalidade do paciente séptico. Dados recentes apontam, no Brasil, uma mortalidade decorrente da Sepse de aproximadamente 43,8%. Durante a Sepse ocorre significativo aumento de produção de óxido nítrico (NO). O aumento sistêmico de NO resulta em um miríade de efeitos. O NO proveniente de macrófagos e células polimorfonucleadas é fundamental para o controle da infecção, mas também pode exercer efeitos vasculares. A pronunciada vasodilatação pode resultar em choque séptico, uma complicação na qual a pressão arterial sistólica é inferior a 65 mmHg e com alta taxa de mortalidade. O tratamento para reversão do choque séptico geralmente requer a infusão de vasoconstritores, frequentemente com baixa eficácia. O NO, além dos efeitos citados, pode formar S-nitrosotióis que resultariam em modificações proteicas a longo prazo, que em geral resultam em inibição das mesmas. Acreditamos que a reversão ou impedimento da S-nitrosilação durante a Sepse melhore a resposta a vasoconstritores com consequente melhora da sobrevida. Neste contexto, recentes estudos apenas demonstram o aumento generalizado da S-nitrosilação na Sepse. Logo a proposta deste projeto é a discriminação e quantificação da S-nitrosilação de proteínas chave na vasculatura para a vasoconstrição, seguida da tentativa de reversão ou impedimento da S-nitrosilação das mesmas. Para tanto, será induzida Sepse em camundongos e ratos por (Cecal Ligation and Puncture) CLP seguida de análise do total de proteínas S-nitrosiladas e identificação dos principais alvos envolvidos na vasoconstrição comprometida. Posteriormente os animais sépticos serão tratados com drogas para impedimento ou reversão da nitrosilação, seguida de análise de possível melhora de resposta a agentes vasoconstritores bem como a alteração da S-nitrosilação das proteínas identificadas a princípio. Desta forma poderemos identificar um possível novo alvo terapêutico bem como ter chances reais de melhora da resposta a vasoconstritores e de sobrevida. (AU)