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Climatologia e modelagem das cintilações ionosféricas e derivas zonais das irregularidades na região da crista da anomalia equatorial

Processo: 17/24329-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2017 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Marcio Tadeu de Assis Honorato Muella
Beneficiário:Marcio Tadeu de Assis Honorato Muella
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos , SP, Brasil
Assunto(s):Aeronomia  Modelagem  Sistemas de navegação global por satélite 

Resumo

Neste estudo, a climatologia das cintilações ionosféricas e da deriva zonal das irregularidades que produzem flutuações nos sinais recebidos dos satélites GPS, foram analisadas para uma estação localizada sob a crista sul da anomalia na ionização equatorial. Em seguida, empregou-se o modelo alpha-mu de desvanecimento ionosférico para caracterizar-se a estatística de primeira e segunda ordens das cintilações em amplitude. Nas análises estatísticas, os dados utilizados foram obtidos a partir de medições com receptores de GPS que operaram durante aproximadamente 17 anos(de Setembro de 1997 a novembro de 2014) na estação de Cachoeira Paulista-SP (22,4 S; 45,0 W), Brasil. Os resultados revelam que a ocorrência noturna das cintilações segue a distribuição sazonal de ocorrência das bolhas de plasma observadas no setor longitudinal leste da América do Sul. Além da dependência com o ciclo solar, os resultados sugerem que a climatologia de ocorrência das cintilações também pode ser modulada pela variação secular da latitude magnética de Cachoeira Paulista, uma vez que a ocorrência máxima das cintilações durante o máximo do ciclo solar 24 foi aproximadamente 20% menor do que o observado durante o máximo do ciclo solar 23. A dinâmica das irregularidades ao longo de um ciclo solar, como investigado a partir das estimativas das velocidades de deriva zonal, apresentou uma boa correlação com o fluxo solar EUV e o índice F10.7. O comportamento sazonal mostrou que a magnitude das velocidades de deriva é maior durante os meses do solstício de dezembro se comparado aos meses dos equinócios. Em termos de modelagem, os resultados da distribuição alfa-mu concordaram com os valores experimentais e com as características temporais dos eventos de desvanecimento, independentemente do nível de atividade do ciclo solar. (AU)