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Introdução e seleção por meio do melhoramento genético participativo de genótipos de batata-doce com altos teores de betacaroteno para o Estado de São Paulo

Processo: 17/08032-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Pablo Forlan Vargas
Beneficiário:Pablo Forlan Vargas
Instituição-sede: Centro de Raízes e Amidos Tropicais (CERAT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Adalton Mazetti Fernandes ; André Rodrigues dos Reis ; Bruno Ettore Pavan ; Giuseppina Pace Pereira Lima ; Gustavo Roberto Rodrígues Lagoutte ; Igor Otavio Minatel ; Magali Leonel
Assunto(s):Ipomoea batatas  Vitamina A  Segurança alimentar 

Resumo

Dentro os sete alimentos mais importante mundialmente, está a batata-doce. Essa hortaliça é vista como capaz de assegurar a segurança alimentar da população, principalmente das mais pobres, pela qualidade do alimento e quantidade por área produzida. A raiz da batata-doce é um alimento rico tanto no aspecto energético quando nutricional, é um alimento alvo em várias pesquisas, em diversos países, devido ao seu elevado teor de carotenoides e flavonoides. A biofortificação, através da seleção de cultivares, visa elevar os teores nutricionais e de compostos bioativos capazes de suprir, no todo ou em parte, a necessidade do organismo humano quando inserida em sua dieta. Diante do exposto, objetiva-se com o presente projeto introduzir e selecionar genótipos de batata-doce com elevados teores de betacaroteno, aliado a boas características agronômicas em diferentes localidades do estado de São Paulo. Será adotado para a condução do Programa de seleção/melhoramento da batata-doce a técnica Accelerated Breeding Scheme, desenvolvida pelo Centro Internacional de la Papa que tem como características o uso de vários locais de seleção e minimizar o número de repetição. Essa nova técnica permite o desenvolvimento de uma cultivar de batata-doce em quatro anos e vem sendo utilizado rotineiramente no desenvolvimento de cultivares de batata-doce no Peru e em diversos países da África, com diversas cultivares já lançadas com essa técnica. Será utilizado, para seleção de acessos de batata-doce adaptados as condições edafoclimáticas das regiões de estudo, uma população elite desenvolvida pelo Centro Internacional de la Papa (CIP) e Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), que possui altos teores de betacaroteno e matéria seca. Essa população elite vem sendo obtida por seleção recorrente há anos. As sementes importadas/introduzidas serão escarificadas mecanicamente e colocadas para germinação em bandejas de poliestireno expandido de 72 células preenchidas com substrato comercial. Após o completo desenvolvimento das mudas, as mesmas serão transplantadas em vasos de 20 litros e as plantas serão mantidas em casa de vegetação, visando o fornecimento de material de propagação para novo plantio e avaliação. Será instalado quatro ensaios de campo (OT) em agricultores quilombo Nhunguara, em Iporanga, quillombo São Pedro, em Eldorado, assentamento rural Esmeralda, em Pereira Barreto e assentamento Estrela da Ilha, em Ilha Solteira. Em cada local, será cultivado 250 acessos oriundos do CIP e IIAM. Serão selecionados de 20 a 50% dos acessos. Posteriormente, serão instalados novos quatro ensaios, com os melhores genótipos selecionados no primeiro ciclo de cultivo. A seleção se dar-se-á baseado nas características agronômicas para o primeiro ciclo e agronômicas e químico/nutricional para o segundo ciclo, e através das avaliações dos pesquisadores, técnicos e produtores quantos a atributos de aparência da raiz e planta (através de escala de notas de 1 a 5, onde 1 será menos atraente e 5 mais atraente). Na avaliação as mulheres serão envolvidas no processo de produção/seleção para selecionar aquelas de melhor aspecto culinário. O cultivo em ambos os ciclos será de acordo com as práticas dos agricultores, uma premissa do melhoramento genético participativo. A colheita será realizado aos 150 dias após o transplante das ramas, sendo avaliado os teores de matéria seca, amido, açúcares totais e redutores, compostos fenólicos totais, teor de betacaroteno e zinco. Com os dados médios de cada característica avaliada e das notas atribuídas será realizado o teste de normalidade e homogeneidade dos dados. Posteriormente será realizada análise de variância através do teste F e agrupamento dos acessos através da metodologia de Skott Knott, a 5% de probabilidade. Em seguida, será analisado o efeito da interação G x A através de modelos mistos, utilizando o modelo estatístico 54 do software Selegen-Reml/Blup. (AU)