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Efeito do antidepressivo venlafaxina na histofisiologia do aparelho reprodutor masculino e em parâmetros espermáticos de ratos adultos

Processo: 17/19829-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Estela Sasso Cerri
Beneficiário:Estela Sasso Cerri
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Pesq. associados:Flávia Luciana Beltrame ; Paulo Sergio Cerri
Assunto(s):Imuno-histoquímica  Morfometria  Testículo  Espermatogênese  Reprodução 

Resumo

A depressão acomete milhões de pessoas em todo o mundo e, neste cenário de crescente uso de medicamentos com ação antidepressiva, a venlafaxina, um antidepressivo pertencente à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina, tem sido clinicamente prescrita. Pacientes do sexo masculino que utilizam venlafaxina têm apresentado disfunção erétil e problemas de ejaculação. Entretanto, não existem informações na literatura a respeito do efeito deste fármaco na histofisiologia do sistema reprodutor masculino, bem como nos parâmetros espermáticos. Portanto, será proposto avaliar a integridade estrutural e funcional dos testículos e da cauda epididimária de ratos adultos tratados com venlafaxina, bem como os parâmetros espermáticos desses animais. Serão utilizados 60 ratos machos adultos, distribuídos em 4 grupos (n=15): Grupo Venlafaxina-30 dias (GVF-30); Grupo Controle-30 dias (GC30); Grupo Venlafaxina-30+35 dias (GVF-30+35) e Grupo Controle-30+35 dias (GC30+35). Os animais do GVF30 e GVF30+35 receberão 30mg/kg p.c. de cloridrato de venlafaxina por via oral durante 30 dias consecutivos. Os animas do GC30 e GC30+35 receberão água destilada pela mesma via de administração. Após o término do tratamento, os animais do GVF30 e GC30 serão submetidos a eutanásia, enquanto os animais do GVF30+35 e do GC30+35 serão mantidos sem qualquer tratamento por mais 35 dias antes da eutanásia (período necessário para que se complete a espermatogênese e ocorra o transito espermático até a cauda epididimária). O sêmen será coletado da cauda epididimária para análises espermáticas (concentração, morfologia, motilidade, viabilidade espermática, atividade mitocondrial e análise da integridade acrossômica). Os testículos e epidídimos serão pesados e processados para inclusão em historesina e parafina para análises morfológicas e morfométricas. Alguns fragmentos serão congelados a -80°C para análises moleculares e do estresse oxidativo. Dosagem intratesticular de testosterona e dosagens séricas de testosterona, LH e FSH serão realizadas. Nos cortes testiculares, serão mensuradas a área tubular e do epitélio seminífero, e o número de células de Sertoli e de espermatogônias será quantificado. Nos cortes da cauda epididimária, serão obtidos os seguintes parâmetros: diâmetro menor do ducto epididimário, altura do epitélio e área ocupada por colágeno birrefringente. Os cortes testiculares e/ou da cauda epididimária serão submetidos ao método do TUNEL, para detecção de morte celular, e às reações de imunofluorescência para detecção de: StAR (marcador de célula de Leydig), transferrina (na célula de Sertoli), c-KIT (espermatogônia indiferenciada), CRISP1 e V-ATPase (nas células epiteliais epididimárias). Os níveis destas proteínas serão confirmados por Western blot. A avaliação da expressão gênica das proteínas conexina 43 (manutenção da barreira hematotesticular), NDRG2 (apoptose das células de Leydig), CRISP1 (fator descapacitante produzido pelas células principais) e SERPINA-2 (controle androgênico do ducto epididimário) será realizada por meio RT-PCR em tempo real. Os resultados obtidos serão submetidos à análise estatística (p<0,05). (AU)

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