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Tramas da memória: um estudo de testemunhos femininos sobre as ditaduras militares no Brasil e na Argentina

Processo: 17/17180-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2017 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Maria Lygia Quartim de Moraes
Beneficiário:Maria Lygia Quartim de Moraes
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Memória  Mulheres  Feminismo  Narrativas pessoais  Testemunho 

Resumo

Este livro examina testemunhos de mulheres que militaram, foram sequestradas, tornaram-se presas políticas ou tiveram suas vidas, de alguma forma, atravessadas pelos horrores dos Terrorismos de Estado do Brasil e da Argentina. Num primeiro momento, são apontados os pressupostos teóricos orientadores desta pesquisa, que procura incorporar o pensamento feminista aos estudos testemunhais, trabalhando com temas como trauma, silêncio, memória, escuta, corpo e escrita. Em seguida, a partir do panorama das políticas de memória realizadas pelos dois países, é apresentado um levantamento de testemunhos que passaram por algum processo de mediação pública, entre romances, autobiografias, poesia, entrevistas, contos e filmes. Dado o significativo número de produções localizadas (cerca de 30 obras brasileiras no período de 1978 a 2014, e quase 20 obras argentinas produzidas entre 1984 e 2014), foi definido um corpus para ser analisado. Esse recorte abre caminho para interrogar os espaços conflitivos em suas estreitas relações com as resistências articuladas na e pela narração, que discorre sobre militância, clandestinidade, exílio, repressão, tortura e construção de laços afetivos. Os impactos subjetivos causados pela experiência traumática daquelas que narram são examinados levando-se em conta as relações entre gênero, subjetividade e memória. Nesse sentido, como forma de reconstrução subjetiva, a escrita e a realização audiovisual das mulheres que testemunham suas vivências são consideradas práticas de transmissão potencialmente subversivas à lógica patriarcal. (AU)