| Processo: | 17/13799-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica |
| Pesquisador responsável: | Alessandra Buhler Borges |
| Beneficiário: | Alessandra Buhler Borges |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José dos Campos. São José dos Campos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José dos Campos |
| Assunto(s): | Abrasão dentária Estanho Esmalte dentário Erosão dentária Dentística Fluoreto de sódio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | abrasão dentária | erosão dentária | Esmalte dentário | Estanho | Fluoreto de sódio | Polímeros bioadesivos | Dentística |
Resumo
O desgaste erosivo é uma condição de grande preocupação na Odontologia, devido ao seu potencial de causar perda progressiva da estrutura dental. Diversas abordagens preventivas têm sido propostas. Dentre elas, a adição de agentes formadores de filme que possam ser adicionados a enxaguatórios bucais associados ou não ao flúor apresenta-se como uma alternativa promissora. O objetivo desta proposta é avaliar o potencial protetor de soluções fluoretadas, bem como sua associação a diferentes polímeros bioadesivos formadores de filme no controle do desgaste erosivo do esmalte. A proposta está dividida em três etapas. Na primeira etapa será realizada uma revisão sistemática sobre o efeito antierosivo de soluções fluoretadas. A segunda etapa será subdividida em dois estudos (in vitro e in situ) referentes ao polímero Carbopol 980, que apresentou propriedades antierosivas em um estudo prévio realizado pelo nosso grupo de pesquisa. A terceira etapa será referente ao estudo de varredura sobre o potencial antierosivo de outros polímeros ainda não testados em nosso laboratório. A revisão sistemática visa buscar as evidências presentes na literatura relacionadas à eficácia de produtos fluoretados quanto à prevenção da erosão dental, considerando-se apenas estudos in situ randomizados. Será realizada uma busca pelos artigos mais relevantes nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, LILACS, BBO Library, Cochrane Library e SIGLE. Será realizada a avaliação do risco de viés dos artigos selecionados, para se identificar a evidência disponível na literatura quanto à questão proposta. No estudo in vitro da etapa 2, será testada a associação do polímero Carbopol 980 ao Fluoreto de sódio (NaF) e Fluoreto de Sódio mais Cloreto de Estanho (NaF + Sn) quanto ao efeito remineralizante e protetor contra a erosão inicial, na presença da película adquirida. Espécimes em esmalte bovino serão desmineralizados com ácido cítrico a 0,3% (pH 2,6) por 2 min (n = 15/grupo) e imersos em saliva humana por 2 h para formação da película adquirida. Será realizado o tratamento com as soluções experimentais (2 min) seguido de nova imersão em saliva humana (2 h) e novo desafio ácido. Através da microdureza Knoop será calculado o potencial remineralizante e protetor das soluções. Para mensuração do fluoreto solúvel em álcali da superfície do esmalte será ainda realizada uma nova imersão nas soluções-teste. O estudo in situ da etapa 2 será realizado com as soluções experimentais que apresentarem o maior potencial protetor no estudo in vitro. Treze voluntários participarão do estudo que será realizado em 3 fases. Em cada fase, os voluntários usarão um dispositivo intraoral contendo 4 espécimes, durante 5 dias e realizarão ciclos des-remineralizantes [imersão extra oral dos dispositivos em ácido cítrico 0,3% (pH 2,6) por 2 min, 4x/dia, com intervalos de 1 h de exposição a saliva, in situ, entre os desafios]. O tratamento com as soluções será realizado extra oralmente, após o primeiro e o último desafio erosivo do dia, por 1 min, com intervalos de 30 min de exposição à saliva in situ. Metade dos espécimes de cada dispositivo será submetida à abrasão [15 s com a escova elétrica ativa] antes do tratamento com as soluções teste. Será avaliada a perda superficial dos espécimes por perfilometria. Na etapa 3, cristais de hidroxiapatita serão pré-tratados com soluções contendo NaF, NaF+Sn, quitosana, polimetacrilato, polioxirano, hidroxipropilmetilcelulose, pectina e algumas combinações entre eles. O método de estabilização do pH (pH-stat) será usado para avaliar a dissolução da hidroxiapatita. Após esta fase de triagem inicial, as soluções mais efetivas serão testadas em um modelo de ciclagem erosiva des-remineralizadora com dois tratamentos por dia usando espécimes de esmalte bovino. Os desafios ácidos serão realizados com ácido cítrico a 0,3% (pH = 2,6). A erosão inicial será analisada através da microdureza superficial e a perda de estrutura através de perfilometria de contato. (AU)
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