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Mídias e estigmas sociais: sutileza e grosseria da exclusão

Resumo

O tema deste livro, resultado de uma pesquisa de livre-docência, articula dois campos aparentemente distantes: os discursos midiáticos, em seus vários recobrimentos (jornais impressos, telejornais, revistas, internet, vídeo, televisão, filmes ficcionais e documentários) e os estigmas sociais, em suas interfaces com a psicanálise, os estudos culturais, a antropologia, a sociologia, a filosofia, as ciências da linguagem, a comunicação. Trata-se, portanto, de uma investigação que tem como objeto de estudo um aspecto específico presente nas mídias: a tematização e figurativização dos estigmas sociais, especialmente enquanto lugares de reforço e/ou transposição da exclusão social. Entre seus objetivos, o trabalho pretende apresentar como se opera, nas mídias, a construção de estigmas sociais e suas configurações predominantes, a partir da análise das narrativas nelas engendradas. O mapeamento de produtos jornalísticos impressos (jornais e revistas) e produções audiovisuais (telejornais, filmes e documentários) foi objeto da pesquisa, desdobrando-se agora nos resultados apresentados. Entre as hipóteses, buscamos demonstrar que o estabelecimento das fronteiras entre fato e relato tem ocupado, há algum tempo, o campo de estudos das mídias em seus formatos verbais, visuais e audiovisuais. Na pesquisa, propomos pensar esta questão a partir de um deslocamento: buscar, nas práticas midiáticas, as fronteiras entre o que chamamos de "referencialidade" e aquilo que, por outro lado, coloca-se como "ficcionalidade" no interior desses discursos, contribuindo para a reflexão sobre a cultura contemporânea. Em torno dessa questão, três outras se colocam: a crescente presença de narrativas de caráter realista nas mídias, manifestada especialmente pela estética construída em torno dos chamados novos realismos, ficcionalizando seus relatos; as transformações nas políticas da representação e nos regimes de visibilidade a eles associados, especialmente em relação a sujeitos não hegemônicos; e a urgência em se estabelecer, frente a esses desafios, uma perspectiva crítica nas análises dos discursos midiáticos, problematizando-os a fim de buscar novas formas de expressão e novas formas de conteúdo, que possam politizar e interferir em suas possíveis interpretações e sentidos. (AU)

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