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Detecção e genotipagem do papillomavirus humano (HPV) em mulheres infectadas por HIV e sua relação com a co-infecção hpv/hiv

Processo: 18/00632-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2018 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Paula Rahal
Beneficiário:Paula Rahal
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):AIDS  Infecções por Papillomavirus  Virologia  HIV 

Resumo

O Papiloma Vírus Humano (HPV) tem sido identificado em alto risco e baixo risco, dependendo da sua associação com o desenvolvimento do câncer. Os HPVs de alto risco estão associados com CIN II, CIN III e câncer cervical. Os tipos de HPV de baixo risco podem causar CIN I, como verrugas genitais e raramente são detectados em neoplasias malignas. As infecções por HPV podem ser facilitadas pela co-infecção com o HIV, o que pode reduzir a eliminação espontânea do HPV. No presente trabalho, investigamos a presença e o genótipo do HPV em pacientes co-infectados com HIV, bem como os fatores de risco associados. Para isso, foram utilizadas 80 amostras cervicais coletadas em dois anos diferentes, de 40 pacientes HIV positivas. As metodologias de reação em cadeia da polimerase (PCR) e sequenciamento direto do DNA foram utilizadas para detecção e identificação do HPV. Foram realizadas análises estatísticas para avaliar a ocorrência de lesões cervicais e os fatores de risco associados a coinfecção HPV/HIV. Como resultado, o HPV foi detectado em 59 amostras (73,75%). Os HPVs de alto risco foram predominantes entre os tipos de HPV detectados (59,3%). Os tipos mais frequentes identificados foram o HPV56 (17%) seguido pelo HPV16 (15,3%). Não foi observada associação entre lesões cervicais e idade das pacientes (p = 0,84), bem como a presença de HPV em ambas as amostras coletadas (p = 0,25 / p = 0,63). Quando o fator de risco analisado foi a contagem de CD4, nenhuma associação foi encontrada com a ocorrência de lesões cervicais nas amostras coletadas (p = 0,15 / p = 0,28). A carga viral do HIV foi associada à ocorrência de lesões cervicais na segunda amostra coletada (p = 0,045); mas o mesmo resultado não foi observado na primeira amostra coletada (p = 0,12). Conclusões: A alta prevalência do HPV 56 e HPV 16 evidencia a importância de incluir o tipo 56 nas vacinas contra HPV uma vez que, o monitoramento de pacientes infectados com HPV 56 poderia contribuir para um melhor prognóstico para a infecção por HPV. A associação entre a carga viral do HIV e a presença das lesões confirma a importância de monitorar pacientes co-infectados com HIV. (AU)