Busca avançada
Ano de início
Entree

Expressão de moesina pelas células tumorais é um biomarcador de prognóstico desfavorável para o câncer oral

Processo: 18/00592-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2018 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Denise Tostes Oliveira
Beneficiário:Denise Tostes Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Patologia bucal  Neoplasias bucais  Prognóstico 

Resumo

Moesina é um membro das proteínas ERM (ezrina, radixina e moesina) que participam da migração celular e invasão tumoral através de sinais transducionais enviados para filamentos de actina por glicoproteínas como a podoplanina. Métodos: Este estudo teve como objetivo avaliar a participação da moesina e da podoplanina no front de invasão tumoral de carcinomas espinocelulares de boca verificando a influência destas proteínas no prognóstico dos pacientes. As imunoexpressões de podoplanina e moesina foram avaliadas por meio de um método semi-quantitativo, com base na captura de 10 campos microscópicos, com ampliação de 400x, no front de invasão tumoral dos carcinomas espinocelulares de boca. A associação da expressão de moesina e podoplanina com as variáveis clinicopatológicas foi analisada pelo qui-quadrado, ou pelo teste exato de Fisher. As taxas de sobrevivência de 5 e 10 anos foram calculadas pelo método de Kaplan-Meier e as curvas de sobrevivência foram comparadas usando o teste log-rank. Resultados: A expressão imuno-histoquímica da moesina no front de invasão dos carcinomas espinocelulares de boca foi predominantemente forte, distribuída homogeneamente na membrana e no citoplasma das células tumorais. A expressão de moesina não foi associada a características clínicas, demográficas e microscópicas dos pacientes. Entretanto, a expressão de podoplanina por células epiteliais malignas foi predominantemente forte e significativamente associada à radioterapia (p=0,004), invasão muscular (p=0,006) e comprometimento linfonodal (p=0,013). A forte expressão de moesina foi considerada um fator prognóstico desfavorável para pacientes com carcinomas de células escamosas orais, estágio clínico II e III (p=0,024). Conclusões: estes resultados sugerem que a forte expressão de moesina pelas células malignas pode ajudar a determinar pacientes com carcinoma espinocelular de boca com pior prognóstico. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)