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Avaliação da saúde bucal e do sangramento pós-exodôntico em pacientes no pré transplante de fígado

Processo: 17/18938-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Karem López Ortega
Beneficiário:Karem López Ortega
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fernando Neves Nogueira ; Juliana Bertoldi Franco
Assunto(s):Cirrose hepática  Hemostasia cirúrgica  Extração dentária  Hemorragia bucal 

Resumo

Pacientes cirróticos em fila de transplante hepático apresentam-se, talvez, como o grupo de pacientes portadores de doenças sistêmicas crônicas comuns menos conhecido e estudado em odontologia. A morbimortalidade dessa afecção está vinculada a uma enorme gama de eventos que incluem desde processos infecciosos até episódios hemorrágicos. As infecções dentais, associadas à deficiência imune presente nessa condição, são passíveis de influenciar o curso clínico da doença hepática, podendo atuar, inclusive, como causa da descompensação aguda da cirrose (precipitando ou agravando crises de encefalopatia e peritonite bacteriana espontânea). Em geral, pacientes portadores de doenças sistêmicas crônicas parecem apresentar pior saúde bucal que a população em geral, muitas vezes pelo receio que o cirurgião dentista tem de manejar esses pacientes. Nos pacientes cirróticos é provável que essa condição apresente-se mais agravada em decorrência da presença de alterações de coagulação, que, elevando o risco hemorrágico, aumentam o temor do cirurgião dentista em manejar esse paciente. Conhecer a saúde bucal de pacientes cirróticos e seu impacto na qualidade de vida do paciente levará à formulação de estratégias de ação e prevenção de infecções bucais. Por outro lado, a avaliação ampla do processo de coagulação vinculado à fisiologia hepática e o conhecimento dos riscos reais de sangramento, trarão uma segurança maior para o cirurgião dentista na execução do tratamento odontológico do paciente cirrótico. O desenvolvimento deste contexto de conhecimento tem o potencial de, inclusive, impactar positivamente nas ações em saúde pública, já que estes pacientes poderão chegar ao transplante hepático com uma condição muito mais adequada de saúde bucal. (AU)