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Reimplante dental: uso da estabilização ativa como novo protocolo para favorecer o reparo periodontal

Processo: 17/16885-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2018 - 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica
Pesquisador responsável:Léa Assed Bezerra da Silva
Beneficiário:Léa Assed Bezerra da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Marília Pacífico Lucisano ; Paulo Nelson Filho ; Raquel Assed Bezerra Segato
Assunto(s):Anquilose  Técnicas de movimentação dentária 

Resumo

A obtenção de sucesso pós-reimplante dental ainda é considerada um grande desafio na Odontologia devido ao elevado índice de reabsorções radiculares progressivas ocorridas após este procedimento. O atual nível de evidência científica para a estabilização de dentes traumatizados reforça a importância de se usar um método de contenção flexível, que exerça um estímulo mecânico e permita o movimento fisiológico do dente afetado durante o reparo, prevenindo a ocorrência de anquilose. Considerando que a prática ortodôntica consiste na aplicação de forças controladas aos dentes, essa terapia para a contenção de dentes reimplantados pode ser uma técnica promissora e inovadora na área de Traumatologia, proporcionando um melhor prognóstico no reparo periodontal. Dessa forma, o objetivo do presente projeto é avaliar o efeito da função fisiológica controlada sob o reparo periodontal utilizando estabilizações ativa e passiva com bráquetes e fios ortodônticos, em dentes de cães reimplantados. Para isso, serão utilizados 30 pré-molares superiores e inferiores (totalizando 60 canais radiculares de 3 cães), os quais serão submetidos ao tratamento endodôntico e aos procedimentos cirúrgicos para secção das raízes e extração atraumática, sendo as mesmas distribuídas, randomicamente, em quatro grupos: I (n = 20) - tempo extra-alveolar de 20 minutos e estabilização passiva com bráquetes e fio ortodôntico; II (n = 20) - tempo extra-alveolar de 20 minutos, estabilização ativa com bráquetes e fio ortodôntico e ativação com elástico; III (controle negativo; n = 10) - reimplante imediato e estabilização passiva e; IV (controle positivo; n = 10) - tempo extra-alveolar de 90 minutos e estabilização passiva. Duas semanas após (14 dias), a aparatologia ortodôntica será removida dos dentes de todos os grupos. Após 4 meses, os animais serão submetidos à eutanásia e as maxilas e mandíbulas contendo as raízes serão submetidas ao processamento histotécnico. Os cortes serão corados com hematoxilina e eosina para análise descritiva e semi-quantitativa das características histopatológicas e para as análises quantitativas da porcentagem de anquilose, da área de reabsorção inflamatória e da contagem do número de neutrófilos. Paralelamente, será realizado o ensaio de imunofluorescência indireta para avaliação da expressão de marcador de regeneração neuronal (neurotrofina); o método do Tunel e coloração de DAPI para quantificação de células apoptóticas; histoenzimologia para a atividade da TRAP para contagem de osteoclastos; coloração Picrosirius para caracterização de fibras colágenas no ligamento periodontal e; análise imunohistoquímica para identificação de macrófagos, neutrófilos, linfócitos T CD4+ e linfócitos T CD8+. Os resultados obtidos serão submetidos à análise estatística apropriada, com nível de significância de 5%. (AU)