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Usina móvel de biometano

Processo: 17/00011-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Ednilson Viana
Beneficiário:Ednilson Viana
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:André Felipe Simões ; Giovano Candiani ; Homero Fonseca Filho ; Paulo Santos de Almeida
Bolsa(s) vinculada(s):19/16908-8 - Purificação de biogás na usina móvel de biometano, BP.TT
Assunto(s):Gerenciamento de resíduos  Resíduos sólidos  Resíduos orgânicos  Biometano  Digestão anaeróbia 

Resumo

O Brasil gera uma grande quantidade de resíduos orgânicos no espaço urbano (~ 50% dos resíduos sólidos urbanos), com baixo índice de aproveitamento e alto índice de desperdício de matéria prima quando o destino predominante são os métodos de disposição no solo como os aterros sanitários, aterros controlados e/ou lixões.  Por outro lado, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê o uso de aterros sanitários apenas para rejeitos, o que provoca uma mudança no processo de valorização dos resíduos sólidos e situa processos como a digestão anaeróbia (DA) dos resíduos orgânicos como uma prática de futuro. Além disso, pouca ou quase nenhuma iniciativa de digestão anaeróbia tem sido verificada no Brasil (SNIS, 2014; Siqueira, 2015), especialmente pelas dificuldades de implementação dos sistemas em grande escala e o modo de gestão centralizado. A dificuldade de segregação adequada dos resíduos orgânicos é um outro aspecto importante neste cenário brasileiro e aponta para a necessidade de tecnologias que se aproximem da fonte geradora e permitam uma apropriação do processo para que este tenha longevidade. Desta forma, este estudo foca na construção e estudo de uma usina móvel de biometano em contêiner, não considerando apenas o aspecto técnico mas também o gestacional. Este trabalho envolve inicialmente a construção da usina com a as adaptações necessárias, testes de laboratório (escala de bancada e piloto), testes em escala real na EACH e por fim uma análise financeira e de ecoeficiência. A avaliação técnica da usina será realizada com base em análises físico químicas como pH, umidade, sólidos voláteis, sólidos totais, sólidos fixos, temperatura, relação C/N, metais pesados, macronutrientes e patogênicos. Os testes de bancada serão realizados por meio de tubos eudiômetro e os testes piloto em reator construído para esta finalidade e semelhante aos utilizados pelo Enviromental Research Innovation Center (ERIC) da University of Wisconsin, nos Estados Unidos. Os resultados deste estudo poderão nortear não só medidas efetivas de desvio de matéria prima (resíduos orgânicos) dos métodos de disposição no solo como favorecer a elaboração de políticas públicas na área e novos caminhos para a sustentabilidade da gestão de resíduos sólidos no espaço urbano. Comunidades de difícil acesso à energia em localidades afastadas no Brasil poderão se beneficiar deste tipo de trabalho. (AU)