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Acarofauna edáfica e planticola da Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal de Mato Grosso com ênfase nos ácaros das ordens Mesostigmata e Trombidiformes

Processo: 16/50379-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Gilberto José de Moraes
Beneficiário:Gilberto José de Moraes
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Zoologia (classificação)  Artrópodes  Acari  Insetos fitófagos  Biodiversidade  Mato Grosso 

Resumo

Apesar da grande importância do Estado de Mato Grosso na produção agrícola brasileira, para o mercado brasileiro e para a exportação, pouco tem sido publicado sobre os artrópodes que afetam o desenvolvimento de plantas nativas ou cultivadas naquele estado. Plantas em geral estão sujeitas ao ataque de organismos fitófagos, dentre os quais se destacam os artrópodes das classes Insecta (insetos) e Arachnida (ácaros). Em nível nacional, os ácaros fitófagos são mais estudados, pois entre estes alguns são pragas importantes. Os predadores são menos conhecidos. Em comparação com os ácaros das partes aéreas das plantas, os ácaros de solo são ainda menos conhecidos e esse fato se deve principalmente ao restrito número de especialistas. No país, cerca de 200 pesquisadores se dedicam ao estudo dos ácaros, mas apenas cerca de 30-40 pessoas trabalham na área de taxonomia. A maioria dos taxonomistas trabalha com ácaros fitófagos e carrapatos, sendo poucos os que trabalham com ácaros edáficos. A presente proposta pretende contribuir com o preenchimento da grande lacuna de conhecimento representada pela carência de informações sobre diversidade de ácaros plantícolas e edáficos nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal em Mato Grosso. A literatura sobre os ácaros do imenso território mato-grossense é praticamente inexistente. Ácaros serão coletadas de plantas e solo amostradas ao longo do projeto. Estes serão identificados pelo menos até o nível de gênero, sendo exemplares representativos depositados na coleção de referências do Acervo Biológico da Amazônia Meridional (ABAM) do Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso, SINOP. Ao final do projeto, serão elaboradas chaves para auxiliar a identificação dos grupos mais comumente encontrados neste estudo, dentre os ácaros das ordens Mesostigmata e Trombidiformes. Um esforço será dispendido no treinamento de novos profissionais e estudantes na área de taxonomia de ácaros daqueles grupos. (AU)