Resumo
Os períodos em que as plantas perdem temporariamente a capacidade de manter sua autotrofia, ou seja, em que o sistema fotossintético fica temporariamente impossibilitado de funcionar (períodos de dormência), constituem elos frágeis do ciclo de vida das mesmas, uma vez que estas ficam totalmente dependentes de suas reservas para retomar sua atividade fotossintética, assim que as condições ambientais sejam favoráveis. Desse modo, é durante os períodos desfavoráveis que as plantas armazenam, em órgãos específicos e especializados, reservas de compostos orgânicos como carboidratos e lipídeos (reservas de carbono) e proteínas (reservas de nitrogênio). Estas reservas são consumidas durante períodos específicos e sob rígido controle metabólico, de forma a suprir as necessidades energéticas e ao mesmo tempo de matéria prima para o reinicio do crescimento. Este último demanda grande quantidade de carbono, uma vez que a retomada do crescimento exige aumento no consumo energético, na divisão e extensão celular, que por sua vez demandam a biossíntese de parede celular, a qual é composta principalmente por carboidratos. As principais reservas de carboidratos em plantas podem ser divididas em intra e extracelulares. As reservas acumuladas no interior das células podem ser encontradas no vacúolo (frutanos, sacarose, série rafinósica) ou no citoplasma (amido) e as acumuladas no espaço extracelular são constituídas pelos polissacarídeos pertencentes às classes das hemiceluloses e das pectinas. A cada tipo de polissacarídeo utilizado como reserva corresponde uma ou mais estratégias de sobrevivência, defesa, utilização e mobilização desses recursos. Nesse sentido, é possível que a manutenção da biodiversidade apresente um grau relativamente alto de dependência desses períodos de acúmulo e mobilização de reservas, sendo assim importante estudar estes fenômenos em detalhe, pois a sua compreensão irá possibilitar não somente a manutenção da biodiversidade mas em muitos casos a sua recuperação e utilização de modo sustentável. A presente proposta tem como objetivo geral estudar os tipos de carboidratos de reserva, seu acúmulo e mobilização e as conseqüências para o desenvolvimento posterior de plantas nativas do Cerrado e da Mata Atlântica, com vistas a obter base científica sólida para a conservação e recuperação da biodiversidade desses biomas, bem como a utilização de forma sustentável de compostos produzidos por algumas dessas plantas. (AU)
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