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Os receptores CLRs Dectina-2 e dectina-3 estão envolvidos no reconhecimento do fungo Paracoccidioides brasiliensis por células dendríticas plasmocitóides humanas

Processo: 18/03656-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2018 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Flávio Vieira Loures
Beneficiário:Flávio Vieira Loures
Instituição-sede: Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São José dos Campos. São José dos Campos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/04783-2 - Estudo da função das células dendríticas plasmocitóides e mielóides frente à infecção pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, AP.JP
Assunto(s):Receptores de dectina-1  Paracoccidioidomicose  Paracoccidioides brasiliensis  Células dendríticas  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

As células dendríticas plasmocitóides (pDCs), que foram amplamente estudadas no contexto da resposta imunológica aos vírus, foram recentemente envolvidas na defesa de hospedeiros contra infecções fúngicas. No entanto, o envolvimento de pDCs humanas durante a paracoccidiodomicose (PCM), uma infecção fúngica endêmica da América Latina, pouco foi estudada. Contudo, foram encontradas pDCs nas lesões cutâneas de pacientes com PCM e, no modelo pulmonar de PCM murina, essas células mostraram controlar a gravidade da doença. Essas descobertas levaram-nos a investigar o papel das pDCs humanas na fase inata da PCM. Além disso, considerando nossos dados anteriores sobre o engajamento de diversos receptores de TLRs e CLRs no reconhecimento do P. brasiliensis, decidimos caracterizar os receptores imunes inatos envolvidos na interação entre pDCs humanas e as levedura. As pDCs purificadas foram obtidas a partir de células mononucleares de sangue periférico de dadores saudáveis e foram estimulados com o P. brasiliensis com ou sem bloqueio de anticorpos contra receptores inatos. Aqui demonstramos que a estimulação pelo P. brasiliensis ativa as pDCs humanas resultando na inibição do crescimento do fungo, secreção de citocinas pró-inflamatórias e IFNs do tipo I. Surpreendentemente, as pDCs estimulados pelo P. brasiliensis produziram IL-1Beta e ativaram a caspase 1, possivelmente através da ativação de um inflammasoma, fenômeno que ainda não havia sido descrito durante o envolvimento das pDCs por um microorganismo. Importantemente, também demonstramos que os receptores dectina-2 e dectina-3 são expressos em pDCs e parecem estar envolvidos (através da sinalização Syk) na interação pDC-P. brasiliensis. Além disso, as pDCs estimuladas pelo P. brasiliensis exibiram uma apresentação eficiente de antígenos fúngicos e foram capazes de ativar as células T CD4 + e CD8 +. Em conclusão, nosso estudo demonstrou pela primeira vez que as pDCs humanas estão envolvidas no reconhecimento do P. brasiliensis e podem desempenhar um papel importante na imunidade inata e adaptativa contra este patógeno fúngico. (AU)

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