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Estrutura genética populacional, introgressão e hibridização no gênero Rhizophora ao longo da costa brasileira

Processo: 18/03268-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2018 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Anete Pereira de Souza
Beneficiário:Anete Pereira de Souza
Instituição-sede: Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Genética populacional  Diversidade genética  Rhizophora  Marcador molecular  Conservação 

Resumo

As espécies vegetais de manguezais compreendem plantas com características ecológicas semelhantes que lhes permitiram se adaptar à vida entre o mar e a terra. Dentro de uma região geográfica, diferentes espécies de mangue compartilham não apenas adaptações semelhantes, mas também padrões de estrutura genética semelhantes. Ao longo da costa leste da América do Sul, há uma subdivisão entre as populações ao norte e ao sul da extremidade nordeste do continente. Aqui, pretendemos testar esta estrutura genética norte-sul em Rhizophora mangle, uma planta dominante de mangue no hemisfério ocidental. Além disso, buscamos estudar as relações entre R. mangle, R. racemosa e R. harrisonii e testar evidências de hibridação e introgressão. Nossos resultados confirmaram o padrão de estrutura genética norte-sul em R. mangle e revelaram uma ruptura genética menos abrupta na população do norte do que as observadas em espécies de Avicennia, outro gênero de manguezal dominante e generalizado no hemisfério ocidental. Esses resultados são consistentes com o papel das correntes oceânicas que influenciam as plantas dispersas no mar e as diferenças entre os propágulos de Avicennia e Rhizophora na longevidade e no tempo de estabelecimento. Observamos também que a introgressão e a hibridação são processos biológicos relevantes na costa nordeste da América do Sul e que provavelmente são assimétricos em direção a R. mangle, sugerindo que a adaptação pode ser um processo que mantém esta zona híbrida. (AU)