Busca avançada
Ano de início
Entree

Administração pulmonar de uma vacina de mucosa para pneumonia

Processo: 16/50413-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2018 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Convênio/Acordo: MRC, UKRI
Pesquisador responsável:Viviane Maimoni Gonçalves
Beneficiário:Viviane Maimoni Gonçalves
Pesq. responsável no exterior: Imran Saleem
Instituição no exterior: Liverpool John Moores University (LJMU), Inglaterra
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vacinas  Pneumonia  Streptococcus pneumoniae  Administração através da mucosa  Sistemas de liberação de medicamentos  Biopolímeros  Células dendríticas  Nanopartículas 
Publicação FAPESP:https://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/fapesp_uk_iutOzKv_118_118.pdf

Resumo

Streptococcus pneumoniae utiliza os pulmões como porta de entrada no organismo, provocando pneumonia adquirida na comunidade (CAP), bacteremia, meningite e sepse (doenças pneumocócicas invasivas, IPD). A vacina conjugada atual, baixa imunidade na mucosa pulmonar. Vários ensaios clínicos indicaram que a eficácia de PCVs contra CAP é menor do que contra IPD. Assim, a doença pneumocócica continua apresentando elevada sobrecarga devido á limitada proteção contra todos os sorotipos existentes, á variação na distribuição mundial de sorotipos e à substituição por sorotipos não-vacinais na colonização por S. pneumoniase. Isto levou ao desenvolvimento de antígenos proteicos como a proteína A de superfície de pneumococo (PspA), a pneumolisina geneticamente destoxificada (PdT) e a proteína de fusão PspA-PdT. Estas proteínas oferecem proteção independente de sorotipos para conter a substituição de sorotipos. Além disso, a administração em um sistema nanocarregador diretamente nas células dentríticas (DCs) do pulmão pode aumentar a imunidade sistêmica e de mucosa. Nós iremos investigar nanopartículas (NPs) baseadas em polímeros compostas de 2 polímeros em camadas. Estes polímeros são biodegradáveis e biocompatíveis com células e tecidos, promovem o uptake dos antígenos proteínos pelas DCs e agem como adjuvantes, auxiliando na ativação das respostas imunes celular e humoral, potencialmente reduzindo assim a quantidade de antígeno requerida e o número de administrações. A imunização da mucosa pulmonar oferece a vantagem da vacinação sem agulhas, reduzindo infecções, e quando as NPs são formuladas em pó seco, devido à manutenção da estabilidade e da integridade dos antígenos, elimina-se a necessidade da cadeia de frio. As NPs serão formuladas como excipientes biocompatíveis (carboidratos, aminoácidos e combinações), gerando nanocompósitos micropartículas carreadores (NCMPs) de tamanho adequado (1-5 um) para deposição no trato respiratório. Os excipientes protegem as NPs e os antígenos contra as forças de cisalhamento e ao aumento de temperatura durante e spraydrying, auxiliam na dispersão nos fluídos pulmonares para atingir as DCs e na estabilidade dos antígenos durante o armazenamento. A Liverpool John Moores University vai investigar formulações de NPs e NCMPs com os antígenos fornecidos pelo Instituto Butantan. A formulação ótima será avaliada pelo Instituto Butantan quanto á resposta imune celular e humoral em camundongos, bem como pela proteção contra o desafio intranasal com S.pneumoniase em comparação com os antígenos livres. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pesquisadores do Butantan estudam nova vacina contra pneumonia