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Tabagismo - avaliação do papel determinante da estrutura familiar e do polimorfismo genético

Processo: 17/15117-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ubiratan de Paula Santos
Beneficiário:Ubiratan de Paula Santos
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre da Costa Pereira ; Keyla Medeiros Maia Silva
Assunto(s):Relações familiares  Hábito de fumar  Genética  Pneumologia  Transtornos relacionados ao uso de substâncias  Tabagismo 

Resumo

Estima-se 1,1 bilhão de pessoas usando tabaco fumado no mundo, consumindo 6 trilhões de cigarro/ano (WHO, 2011). O tabagismo ativo e ambiental foi causa de 7 milhões de óbitos em 2010 (GBD, Lancet 2016). Estudos mostram que a nicotina preenche os critérios para ser definida como droga que causa dependência (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 1995). A dificuldade na cessação do seu uso está associada a este fator e a fatores genéticos e socioambientais. Entre os vários fatores associados ao tabagismo, a estrutura familiar e variabilidade genética vem ganhando interesse. A família, considerada a base da sociedade, tanto pode ser um fator de risco quanto de proteção no desenvolvimento da dependência química (SCHENKER e MINAYO, 2005; SILVA e SOUZA, 2013). Por outro lado, tem sido cada vez mais abordado o papel do perfil genético envolvido na adição. Através de estudos empregando o GWAS - Genome Wide Association Studies, foi possível detectar vários clusteres gênicos associados à dependência nicotínica / tabagismo pesado, (BIERUT et al, 2007; SACCONE et al, 2007), à resposta prazerosa ao tabagismo (SHERVA, 2008), à quantidade de cigarros fumados (THORGEIRSSON et al, 2008), à persistência em fumar e dificuldade na cessação do tabagismo (MUNAFO et al, 2011). Meta-análise, com mais de 74.000 participantes (DAVID, 2012), evidenciam a existência de associação consistente entre genética e o comportamento humano de dependência à nicotina. METODOS Estudo transversal envolvendo a comunidade universitária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus de Cuiabá. Indivíduos participantes: Serão incluídos 500 indivíduos fumantes atuais e 500 indivíduos nunca fumantes (fumaram menos do que 100 cigarros na vida e não fumaram nos últimos 30 dias), pareados por idade, sexo e escolaridade, selecionados entre alunos, professores e funcionários da UFMT, com idade entre 18 e 70 anos. Não fumantes, além de negarem o consumo serão submetidos à medida de monóxido de carbono no ar exalado, devendo apresentar valor de até 6 ppm para ser incluídos no estudo. Protocolo de avaliação: Os participantes serão submetidos às avaliações: 1.Sociodemografica; 2.Nível funcional da família de origem, por instrumento que estima o nível geral de funcionamento da família de origem (MELCHERT, 2009), através da verificação das recordações que o indivíduo tem, ocorridas até os seus 18 anos de idade. A pontuação de cada pergunta varia de 1 a 5, sendo que quanto mais alta, melhor o nível de funcionamento familiar. Será categorizado em "disfuncional" quando a média da subescala for de até 2,59 pontos e "funcional" com média de 2,60 e mais. Instrumento validado no Brasil (FALCKE, 2003). 3.Grau de dependência à nicotina, através do Teste de Fagerström para Dependência Nicotínica. 4.Uso abusivo de drogas, determinado pelo NHSDA, do National Household Surveys on Drug Abuse, instrumento utilizado no Brasil no II Levantamento Domiciliar sobre Uso de Drogas Psicoativas no Brasil - CEBRID (CARLINI, 2005). 5.Avaliação genética pelo método GWAS - Genome-wide association study, através da coleta de 8ml de sangue dos participantes, por técnico em enfermagem, imediatamente após a entrevista, em tubo com EDTA, armazenados em geladeira a 4°C no biorrepositório do Hospital Universitário Júlio Müller. As amostras serão enviadas para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (InCor), a cada 30 dias. No Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração - InCor, será realizada a extração do DNA e determinação de perfil genômico conforme ZHANG R et al, 2014. As análise estatísticas serão realizadas através de análises descritivas, análises comparativas univariadas das prevalência, dos desfechos estudados e análise multivariadas para determinação das possíveis associações entre estrutura familiares e polimorfismo genético e tabagismo e interação entre ambos. (AU)