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Participação da neurotransmissão GABAérgica do colículo inferior, via ativação de receptores 5-HT2A, e seus correlatos neuroanatômicos na mediação das respostas de inibição por pré- pulso do reflexo de sobressalto acústico e interação social em ratos Wist

Processo: 17/17051-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Regina Cláudia Barbosa da Silva
Beneficiário:Regina Cláudia Barbosa da Silva
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia  Interação social  Colículos inferiores 

Resumo

A relação entre a disfunção serotoninérgica e a esquizofrenia começou com a descoberta dos efeitos da dietilamida do ácido lisérgico (LSD) que tem alta afinidade pelo receptor 5-HT2A. A ativação deste receptor gera delírios e alucinações que são sintomas positivos da esquizofrenia. Outra substância, o 2,5-dimetoxi-4-iodoanfetamina (DOI), também exibe propriedades alucinógenas sendo agonista 5-HT2A como o LSD. Um modelo animal, bastante utilizado, baseado em processos atencionais, é o modelo da inibição por pré-pulso (IPP) do reflexo de sobressalto acústico. A função da resposta de IPP é a de filtrar informações irrelevantes, possibilitando ao indivíduo direcionar a sua atenção a aspectos mais importantes do ambiente refletindo dessa forma um processo pré-atentivo. Pacientes com esquizofrenia exibem déficits nesta resposta. A via neuronal primária, que medeia à resposta de IPP encontra-se no tronco encefálico, sendo o colículo inferior (CI) e o núcleo reticular caudal da ponte (nRCP) estruturas chaves nesta circuitaria. Um dos principais sintomas negativos da esquizofrenia é o retraimento social que leva a prejuízos importantes na esfera pessoal e profissional do indivíduo. Um estudo recente realizado em nosso laboratório mostrou que a microinjeção de DOI no CI levou a déficits de IPP e de interação social em ratos Wistar machos. Neste contexto, o presente trabalho tem por objetivo geral dar continuidade a este estudo, investigando a existência de uma interação funcional entre os receptores serotoninérgicos 5-HT2A no CI e a neurotransmissão inibitória GABAérgica nesta estrutura. Verificaremos, através de estudos de imuno-histoquímica, se a ativação dos receptores 5-HT2A, pela microinjeção de DOI no CI, aumentará a neurotrasmissão GABAérgica nesta estutura e também no nRCP inibindo as duas estruturas. Investigaremos ainda se os déficits nas respostas de IPP e interação social observados após a administração de DOI no CI poderão ser bloqueados pela microinjeção concomitante de bicuculina, antagonista GABAA, no nRCP. Adicionalmente, através de estudos de neurotraçamento, pretendemos investigar a existência de uma via inibitória GABAérgica direta entre o CI e o nRCP supostamente envolvida na modulação da resposta de IPP. (AU)