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Regulação da via JAK/STAT/SOCS na mudança de perfil de Th17 para Th1 (produtoras de IFNg) durante a evolução clínica da encefalomielite experimental autoimune

Processo: 17/21363-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alessandro dos Santos Farias
Beneficiário:Alessandro dos Santos Farias
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Autoimunidade  Citocinas  Encefalomielite autoimune experimental 

Resumo

A encefalomielite experimental autoimune (EAE) é uma doença inflamatória de caráter autoimune largamente utilizada como modelo experimental da esclerose múltipla (EM). É sabido que a EAE é mediada por células T CD4+. No entanto, como esses linfócitos com atividade auxiliar conseguem iniciar a doença ainda não está completamente esclarecido. A princípio esses linfócitos apresenta uma atividade pró-inflamatória a qual promove o microambiente propício para a migração de leucócitos efetores para o órgão alvo (sistema nervoso central). Durante os últimos 20 anos diversos estudo tentaram desvendar o perfil desses linfócitos T CD4+ encefalitogênicos. A EAE foi inicialmente descrita como uma doença mediada por linfócitos Th1 produtores de IL-2, IFN³, LT-². Posteriormente, com a descrição do perfil Th17, as células T CD4+ encefalitogênicas pareciam se encaixar mais nesse perfil. Hoje, parece claro que os dois perfis (Th1 e Th17) participam de maneira sinérgica da evolução clínica da doença. Interessantemente, estudo recente demonstrou que os linfócitos encefalitogênicos Th17 se transforma em produtores de IFN³ (Th1-like) após entrarem no sistema nervosa central. Desta forma, a mesma célula apresentaria os dois perfis durante a evolução da doença, porém em momentos distintos. O controle da atividade das citocinas é mediado pelo eixo JAK/STAT/SOCS. Citocinas transmitem seu sinal ligando-se a receptores de citocina associados às JAKs. As JAKs fosforilam umas as outras, iniciando uma cascata que inclui a fosforilação do receptor de citocina, acoplamento de transdutores de sinal e ativadores ao receptor ativado e por fim, fosforilação das STATs por JAKs ativadas. STATs ativadas formam dímero (homo ou heterodímero) e translocam para o núcleo, onde irão ativar a transcrição do gene alvo. Além das STATs direcionarem a transcrição de diversos genes relacionados a proliferação, função e sobrevivência da célula, elas também induzem a transcrição de genes supressores de sinalização de citocinas (SOCS). Proteínas SOCS controlam o início, a intensidade, a duração e a qualidade das respostas das citocinas.Desta forma, na presente proposta é nossa intenção estudar a regulação do eixo JAK/STAT/SOCS na conversão de linfócitos encefalitogênicos Th17 em produtores de IFN³. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pesquisadores se unem em força-tarefa para combate ao coronavírus 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BOLDRINI, VINICIUS O.; BRANDAO, CARLOS OTAVIO; PIMENTEL, V, MARIA LUCIA; VIDAL, ALINE; MANSUR, LETICIA F.; QUINTILIANO, RAPHAEL P. S.; SANTOS, LEONILDA M. B.; FARIAS, ALESSANDRO S. Massive activity of cytotoxic cells during refractory Neuromyelitis Optica spectrum disorder. Journal of Neuroimmunology, v. 340, MAR 15 2020. Citações Web of Science: 0.
BOLDRINI, VINICIUS DE OLIVEIRA; FARIAS, ALESSANDRO DOS SANTOS; DEGASPERI, GIOVANNA ROSA. Deciphering targets of Th17 cells fate: From metabolism to nuclear receptors. Scandinavian Journal of Immunology, v. 90, n. 4 JULY 2019. Citações Web of Science: 0.

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