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Piraclostrobina prejudica o metabolismo energético mitocondrial e a performance produtiva de lagartas do bicho-da-seda (Lepidoptera: Bombycidae)

Processo: 18/04280-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2018 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Daniel Nicodemo
Beneficiário:Daniel Nicodemo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Dracena. Dracena , SP, Brasil
Assunto(s):Mitocôndrias  Sericicultura  Estrobilurina  Morus 

Resumo

A produção de casulos de bicho da seda tem sido reduzida devido a uma série de problemas que não comumente inerentes à sericultura, como doenças, desnutrição e manejo inadequado. O uso de pesticidas em áreas de cultivo de amoreira podem contaminar essas plantas e, consequentemente, prejudicar as lagartas. O objetivo deste estudo foi avaliar se a aplicação do fungicida piraclostrobina em plantas de amoreira interfere na a bioenergética mitocondrial e no desempenho produtivo dos bichos-da-seda. As plantas de amoreira foram tratadas com piraclostrobina (0, 100, 200 e 300 g ha-1). Após 30 dias de aplicação de fungicida, as lagartas em quinto instar foram alimentadas com plantas tratadas. Avaliamos bioenergética mitocondrial in vitro e in vivo de mitocôndrias da cabeça intestinos das lagartas, bem como a taxa de consumo de alimento e mortalidade das lagartas, além do peso dos casulos verdes e das cascas séricas. Com as doses de 50 ¼M (in vitro) e 200 g ha-1 (in vivo), a piraclostrobina inibiu o consumo de oxigênio no estado 3, o potencial de membrana foi dissipado e houve inibição da síntese de ATP nas mitocôndrias. A piraclostrobina atuou como inibidor da cadeia respiratória, afetando a bioenergética mitocondrial. O fungicida não interferiu no consumo de alimento pelas lagartas, mas afetou negativamente a taxa de mortalidade e o peso dos casulos. Folhas de amoreira contaminadas com piraclostrobina impactaram negativamente a bioenergética mitocondrial do bichos-da-seda e a produção de casulos. (AU)