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A influência do viés cognitivo na detecção de lesões de cárie em crianças pré-escolares

Processo: 18/04474-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2018 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontopediatria
Pesquisador responsável:Fausto Medeiros Mendes
Beneficiário:Fausto Medeiros Mendes
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cariologia  Pré-escolar 

Resumo

Nosso objetivo foi avaliar se experiência de cárie em crianças exerce uma influência no desempenho dos métodos visual e radiográfico na detecção de lesões de cárie proximais não evidentes em molares decíduos. Oitenta crianças (3 - 6 anos de idade) foram selecionadas e classificadas como tendo uma experiência de cárie menor (d 3 superfícies cariadas, perdidas ou obturadas - ceo-s) ou maior (ceo-s >3). Dois examinadores treinados e calibrados avaliaram 526 superfícies proximais com relação presença de lesões de cárie usando os métodos visual e radiográfico. Como padrão de referência, 2 outros examinadores checaram as superfícies após separação temporária. Os limiares de lesões não-cavitadas e cavitadas foram considerados e análises de regressão de Poisson de multinível foram conduzidas para avaliar a influência da experiência de cárie no desempenho das estratégias de diagnóstico. parâmetros de acurácia estratificados pela experiência de cárie foram também derivados. Uma influência da experiência de cárie estatisticamente significante foi observada somente para a inspeção visual, com mais resultados falso-positivos em crianças com maior experiência de cárie na detecção de lesões de cárie não cavitadas, e mais resultados falsos no limiar de cavidades. A detecção de lesões não cavitadas em crianças com maior experiência de cárie foi superestimada (especificidade=0,696), comparado a crianças com menor experiência de cárie (especificidade=0,918), provavelmente devido a um viés de confirmação. No entanto, os examinadores subestimaram a detecção de lesões cavitadas em crianças com maior experiência de cárie (sensibilidade=0,143) comparado a crianças com menor experiência de cárie (sensibilidade=0,222), possivelmente por causa de um viés de representatividade. O método radiográfico não foi influenciado pela experiência de cárie da criança. Em conclusão, aexperiência de cárie da criança influencia o desempenho da inspeção visual na detecçã de lesões de cárie proximais em dentes decíduos, evidenciando a ocorrência de vieses cognitivos. (AU)

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