Busca avançada
Ano de início
Entree

XXI Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos

Processo: 17/21922-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 04 de dezembro de 2017 - 08 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Alexandre Pinheiro Hasegawa
Beneficiário:Alexandre Pinheiro Hasegawa
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filologia  Arqueologia  Artes  Cidadania  Retórica  Filosofia antiga  Antropologia  Eventos científicos e de divulgação 

Resumo

Por eleição do Conselho Consultivo e Deliberativo da entidade, o XXI Congresso da SBEC propõe como tema para a discussão central as relações entre arte, política e cidadania na Antiguidade. Em parte, a proposta deriva da célebre afirmação de Aristóteles em sua Política (1. 1253a) de que a ÀÌ»¹Â é um desenvolvimento natural e, portanto, o homem, por natureza (ÆÍõ¹), é um animal político. Assim, a política, do ponto de vista aristotélico, faria parte da nossa natureza. Afirma ainda o filósofo em sua Poética (1448b) que duas são as origens da poesia e ambas naturais (ÆÅùº±¯): a primeira é a natureza mimética do homem, pela qual aprendemos; a segunda é o prazer que se tem nas imitações realizadas. Os textos de Aristóteles são apenas motes para se pensar a relação entre a arte, a política e a cidadania, ou cada parte separadamente, na Antiguidade grega e latina, com contribuições nas áreas de Arqueologia, Filosofia, História e Letras. No entanto, ao pensar a À±¹´µ¯± da pólis, objeto de conhecida discussão também da República de Platão, examina o filósofo, no livro 8 da Política, que artes devem ser ensinadas, qual a utilidade delas, se apenas o que é útil deve ser ensinado aos jovens, relacionando assim arte e política para a formação de um cidadão. Estabelece-se assim relação entre a política e a arte, ambas atividades naturais para o homem, para o cidadão atuante em determinada sociedade. Neste sentido, a discussão proposta não só incide na Antiguidade, mas possibilita estabelecer relações com a Contemporaneidade, em que a cidadania diz respeito também a ações políticas e artísticas. Por fim, na famosa abertura da Metafísica, Aristóteles declara que todos os homens, por natureza (ÆÍõ¹), desejam conhecer (1.980a). Tomando mais uma vez as palavras do filósofo como mote, convidamos todos os interessados não só a conhecer esses temas, que serão apresentados em uma Instituição pública, mas também a discuti-los durante uma semana de trabalho. (AU)