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A Ilíada de Homero e sua recepção na antiguidade e modernidade

Processo: 17/26650-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 10 de setembro de 2018 - 12 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Clássicas
Pesquisador responsável:Christian Werner
Beneficiário:Christian Werner
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia épica 

Resumo

Os trabalhos do colóquio abarcam aspectos da Ilíada que vão além de seu esqueleto narrativo, bem como sua recepção na Antiguidade e Modernidade. Privilegiou-se explorar características distintivas do poema marcantes em sua recepção (representação sublime do divino, símiles, epítetos, enargeia).Os participantes pensam o enredo do poema a partir de sua tessitura poética, teológica e ideológica. Espera-se que haja uma intensa interrogação do status clássico do poema por meio de uma investigação daquilo que nele é particular, aquém e além de uma visão idealizada construída em sua recepção. O próprio poema é pleno de ambiguidades ao qual respondem, de forma diferente, diferentes momentos de sua recepção. Por isso mesmo, espera-se um diálogo bastante produtivo entre os trabalhos que tratarão da Ilíada ela mesma, por assim dizer, e aqueles que exploram sua recepção, pois modernamente sabe-se que o caminho da recepção é de mão dupla.O número de temas relativos à Ilíada ela mesma é significativo, bem como as abordagens que serão utilizadas. Entre os temas destacam-se os poéticos ou estéticos (cena típica, símile, tema, caracterização, emoção), o teológico (religião local versus pan-helênica), ideológicos (Musa; conflito); entre as abordagens, a filológica, a antropológica, a etnológica e a ideológica. Quanto à recepção antiga, foram privilegiados textos em prosa de autores (Luciano, Cáriton e Xenofonte) revalorizados recentente e a épica alexandrina (Apolônio) e latina (Virgílio), essas duas por meio de questões sub-abordadas; quanto à moderna, uma das áreas mais profícuas dos estudos clássicos atualmente, autores contemporâneos (Guimarães Rosa, Carlos Fuentes e Mário de Carvalho), aspectos da história da tradução do poema, e um episódio, as descoberta arqueológicas de Schliemann, que ainda contribui para a forma como o poema diz respeito a candentes discussões culturais e políticas, em particular, a construção de uma noção (equivocada) de Ocidente. (AU)

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