Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel do ômega 3 no modelo de epilepsia induzido pela pilocarpina

Processo: 06/52576-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2006
Vigência (Término): 31 de agosto de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Fulvio Alexandre Scorza
Beneficiário:Danuza Ferrari
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Epilepsia   Pilocarpina   Neurogênese   Ácidos graxos ômega-3

Resumo

Achados experimentais e clínicos apontam que os ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs) são importantes para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central. Os PUFAs não podem ser sintetizados e interconvertidos pelos mamíferos, portanto, devem ser obtidos através da dieta. Com relação às epilepsias, estudos sugerem que a suplementação a longo prazo com PUFAs previne e reduz a duração e freqüência de crises epilépticas porém, os mecanismos moleculares ainda são desconhecidos. Investigações preliminares conduzidas em nosso laboratório demonstraram que o tratamento crônico com ômega-3, tendo início durante período agudo do modelo da pilocarpina (status epilepticus) exibiu efeito neuroprotetor, evidenciado pela redução da lesão neuronal nas regiões CA1 e CA3 do hipocampo e aumento na imunomarcação para parvalbumina e calretinina nos interneurônios e axônios gabaérgicos. Tais resultados sugerem que o ômega-3 facilitou a transmissão gabaérgica e que este efeito pode ser conseqüência da formação de novos interneurônios. Baseando-se nesses dados preliminares, o objetivo deste trabalho é investigar se os ômegas exibem um papel permissivo sobre a neurogênese ou se os interneurônios expressam mais de uma proteína ligante de cálcio e a relação deste efeito com os fatores neurotróficos. Adicionalmente, intencionamos investigar se a neuroproteção também está relacionada a inibição na produção de mediadores inflamatórios. (AU)