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Estudos da diversidade genética e filogeografia do gênero Pseudoplatystoma Bleeker, 1862 (Teleostei: Pimelodidae) em diferentes bacias hidrográficas brasileiras

Processo: 06/00269-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2006
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Pedro Manoel Galetti Junior
Beneficiário:Luis Fernando Carvalho Costa
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filogeografia   Peixes

Resumo

Análises filogeográficas de peixes de água doce proporcionam uma ligação natural entre a evolução geológica e biótica de uma região porque a dispersão de peixes depende de conexões diretas entre bacias hidrográficas, e a história das interconexões das bacias reflete a estrutura geológica. Análises filogeográficas de espécies de peixes amplamente distribuídas são ainda escassas. Os peixes do gênero Pseudoplatystoma, amplamente distribuídos pelos rios da América do Sul, representam um importante recurso pesqueiro de águas interiores devido à sua grande biomassa e, além disso, comportam-se como predadores nos ecossistemas onde ocorrem. Desse modo, este projeto tem como objetivo caracterizar a estrutura populacional de espécies do gênero Pseudoplatystoma, bem como examinar as relações genealógicas e a distribuição geográfica dos haplótipos através da grande parte de sua distribuição no território brasileiro, e interpretar os padrões observados dentro do escopo da filogeografia. A extração de DNA envolverá tecidos (de nadadeira, preferencialmente) de indivíduos das três espécies do gênero (P. corruscans, P. fasciatus e P. tigrinum) ocorrentes em cinco bacias hidrográficas, a saber: Amazonas, Itapecuru (Maranhão), Tocantins-Araguaia, São Francisco e Paraná-Paraguai. Serão amplificadas, via PCR, seqüências de genes mitocondriais (Citocromo B e Citocromo oxidase I), bem como parte da seqüência do D-loop. Para tentar corroborar as genealogias estimadas de mtDNA utilizar-se-á seqüências de três genes nucleares (RAG-1, MHC: exon 2; Creatina Kinase: sexto íntron). Os fragmentos serão seqüenciados em ambas as direções em seqüenciador automático ABI 377 (Applied Biosystems Inc.). As análises estatísticas envolverão Máxima Parcimônia, Máxima Verossimilhança e abordagem Bayesiana, utilizando os programas Arlequim 2.0, PAUP 4.0b10 e MrBayes.