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Caracterização do potencial de neutralização de anticorpos humanos recombinantes (scFv) anti crotoxina do veneno de C.d. terrifucus frente a crotoxina dos venenos de C.d. collilineatus e c.d.cascavella

Processo: 99/12342-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2000
Vigência (Término): 30 de abril de 2002
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Ivan da Mota e Albuquerque
Beneficiário:Edna Cristina dos Santos
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunização passiva   Crotoxina

Resumo

A soroterapia heterológa é o principal tratamento para os acidentes ofídicos, mas sua utilização pode causar reações anafiláticas, anafilactóides ou a doença do soro. Esses problemas poderiam ser contornados pela utilização de anticorpos homólogos (de origem humana) específicos para as principais toxinas do veneno ofídico. A tecnologia de DNA recombinante e a expressão de seus produtos sobre a superfície de fagos filamentosos (Phage Antibody Display) tem permitido a obtenção de anticorpos humanos e/ou seus fragmentos (Fab ou scFv) que são atualmente utilizados no tratamento de tumores, rejeição de enxerto e doenças auto-imunes. Explorando esta metodogia, o nosso laboratório isolou e caracterizou três clones (1, 6 e 8) de fagos-scFvs humanos, específicos para a crotoxina, o componente majoritário e letal do veneno de C. d. terrificus. As moléculas scFvs solúveis, expressas em E. coli, foram capazes de neutralizar, com diferenças de um scFv para outro, as atividades tóxicas da crotoxina e/ou do veneno total. Esses dados sugerem a possibilidade da utilização terapêutica destes scFvs, mas o potencial neutralizante destes anticorpos sobre a toxicidade de outros venenos crotálicos deve ser investigada. O objetivo deste trabalho é caracterizar a reatividade e o potencial de neutralização destes scFvs, frente à crotoxina e/ou sua fração fosfolipase, oriunda dos venenos de C.d.collilineatus e C.d.cascavella, os quais diferem entre si com relação a toxicidade induzidas por estas toxinas. (AU)