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Construindo proximidades e distaciamentos: etnografia Tupi Guarani da Terra Indígena Piaçanguera/SP

Processo: 07/57087-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Clarice Cohn
Beneficiário:Camila Mainardi
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Território   Identidade étnica   Guarani   Etnologia   Indígenas

Resumo

A pesquisa analisa o processo de formação de uma aldeia do litoral do estado de São Paulo, que acontece há cerca de sete anos, e teve origem em um desdobramento da aldeia do Bananal. Comumente, as aldeias do litoral paulista são consideradas, seja pelos índios, seja pelos órgãos do Estado, seja pelos antropólogos, como compostas por Guarani - Nhandeva, Kaiowá ou Mbya. Em Piaçaguera, os índios se identificam como Tupi-Guarani, identidade étnica pouco recorrente e ainda pouco considerada pela comunidade acadêmica e pelo Estado, e que eles compõem a partir de uma descendência Tupi e Guarani. A formação recente da aldeia gerou também um processo de reivindicação de demarcação da Terra Indígena, trazendo à tona discursos com alto teor político e com vistas aos agentes do Estado e indigenistas. A partir de observação participante e da coleta de histórias, já iniciadas na aldeia, em diálogo com a vasta literatura produzida sobre os Guarani e sobre os temas relevantes, a pesquisa abordará os modos como esses índios têm elaborado esse processo, que articulam cosmologia, identidade étnica, parentesco e relações sociais, territorialidade e mobilidade entre aldeias, o tekoha, uma concepção de território, e o teko, ou seja, o modo de ser guarani. (AU)