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Caminhos e descaminhos do ouro nas Minas Gerais: cotidiano, territorialidade e administração (1701-1783)

Processo: 06/53429-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2007
Vigência (Término): 31 de outubro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Leila Mezan Algranti
Beneficiário:Luciane Cristina Scarato
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/10367-0 - Dimensões do Império Português: investigação sobre as estruturas e dinâmicas do Antigo Sistema Colonial, AP.TEM
Assunto(s):Contrabando   Administração pública   Minas Gerais

Resumo

As estradas nas Minas Gerais do século XVIII são o objeto desta pesquisa, partindo da relação existente entre história e espaço, entre o tempo geográfico, o tempo social e o tempo individual, buscando identificar à longa e a curta duração na história. A ênfase do projeto recai sobre o Caminho Novo, sem, entretanto, descartar os demais caminhos, bem como outras tantas estradas e trilhas que se espalhavam pela capitania, constituindo um suporte físico para as relações de trocas - econômicas, culturais, políticas e sociais - de onde emergem os homens e mulheres que por elas passavam ou nelas mantinham residência: viandantes, tropeiros, índios, militares, quilombolas, roceiros, ciganos, "vadios", estalajadeiros, bandidos, fazendeiros e contrabandistas. O objetivo proposto é o de estudar os vínculos dos caminhos com a administração colonial e com a estruturação da sociedade mineradora. Para tal, será analisada a forma como a Coroa portuguesa e os governadores da capitania lidavam com as estradas, além do cotidiano dos caminhos e o contrabando, levando-se em consideração aspectos tais como o perfil sócio-econômico dos moradores dos caminhos e os diferentes interesses envolvidos na abertura e conservação dos mesmos. O recorte temporal será de 1701, data de "inauguração" do Caminho Novo, até 1783, último ano do governo de D. Rodrigo José de Menezes e período de reformas na economia que promoveram projetos de recuperação e execução de novas estradas e caminhos. (AU)