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Epidemiologia e caracterização molecular de vírus da influenza em aves residentes e migratórias no Brasil

Processo: 05/02803-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2006
Vigência (Término): 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Edison Luiz Durigon
Beneficiário:Miguel Augusto Golono
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Influenza aviária   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR)   Influenza humana   Epidemiologia   Influenza   Virologia

Resumo

Epidemiologia e caracterização molecular de vírus da influenza em aves residentes e migratórias no Brasil.Os vírus da influenza aviária têm provocado epidemias e pandemias gripais em seres humanos através dos tempos, até mesmo a pandemia mais devastadora que se tem notícia, a gripe espanhola em 1918, teve sua origem no vírus aviário do tipo A subtipo H1N1. Em 1997-1998, 18 pessoas foram infectadas com o vírus aviário tipo A subtipo H5N1, na cidade de Hong – Kong, 6 pessoas foram a óbito. A origem do H5N1 recai sobre as aves selvagens que teriam infectado populações de aves domésticas. Em apenas 3 dias 1,5 milhões de aves em granjas morreram ou foram sacrificadas, 100% da população das aves comerciais de Hong-Kong. Devido às aves selvagens, principalmente os anseriformes, serem o reservatório natural de todos os subtipos da influenza A, e pela possibilidade destes vírus causarem prejuízos econômicos e infectarem seres humanos, é que se faz necessário a execução do monitoramento de aves silvículas. Através deste monitoramento poderemos obter dados referentes aos subtipos prevalentes nas populações aviárias, suas características patogênicas e antigênicas. Apesar de existir programas de monitoramento contínuo de aves selvagens na Europa, Estados Unidos da América, Canadá, Japão e os países asiáticos que possuem casos originados pelos vírus aviário H5N1, pouco foi feito no Brasil. Além disso, as aves selvagens podem infectar suínos que serviriam de intermediário entre os vírus aviários e humanos. Estes dados mostram que o monitoramento das aves selvagens migratórias e residentes é de fundamental importância em nosso país, não só pelas implicações econômicas, mas, fundamentalmente devido a implicações na saúde da população humana. Ensaios moleculares podem ser utilizados para a detecção, subtipagem dos vírus da influenza A e para a obtenção de informações da seqüência de nucleotídeos de qualquer segmento gênico viral que são essenciais para a compreensão filogenética e epizoótica destes vírus. Além disso, RT-PCR requer pequenas quantidades de RNA viral e pode ser feito a partir de amostras clínicas, de cultivados, de material de biopsia e até mesmo de guano. Nosso trabalho visa à detecção de vírus da influenza A em amostras coletadas de aves residentes e migratórias e a obtenção de dados da seqüência de nucleotídeos dos segmentos genômicos 4 e 6, responsável pela codificação da hemaglutinina e da neuraminidase respectivamente. Através dos dados de seqüência de nucleotídeos será possível determinar os subtipos de HA e NA dos vírus existentes nas amostras coletadas.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
GOLONO, Miguel Augusto. Epidemiologia e caracterização molecular de vírus da Influenza em aves residentes e migratórias no Brasil.. 2009. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas São Paulo.

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