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Participação dos sistemas calicreínas-cininas e renina-angiotensina no desenvolvimento de melanoma em camundongos

Processo: 06/06178-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2007
Vigência (Término): 30 de abril de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Claudio Miguel da Costa Neto
Beneficiário:Patricia Dillenburg Pilla
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil

Resumo

Melanomas são tumores muito agressivos, frequentemente reincidentes e metastáticos. Em geral apresentam modificações em rotas de crescimento/divisão celular, aumento na expressão de oncogenes e deleção/inativação de genes supressores de tumor. A ERK, proteína da via das MAP quinases envolvida diretamente com proliferação celular, encontra-se frequentemente ativada em neoplasias. Modificações periféricas ao tumor, especialmente processos inflamatórios, atuam na indução, seleção e expansão das células neoplásicas. Macrófagos associados ao tumor têm papel importante no processo de desenvolvimento tumoral, secretando citocinas que estimulam o crescimento do tumor e a angiogênese criando, assim, um microambiente favorável ao desenvolvimento tumoral. O sistema calicreínas-cinina (SCC) e o sistema renina-angiotensina (SRA) atuam de forma sistêmica como importantes reguladores da pressão arterial e do balanço hidroeletrolítico do sangue. Entretanto, estes sistemas também são expressos localmente, sugerindo seu envolvimento com outras funções que não as classicamente conhecidas. Os receptores AT1 e AT2 do SRA e B1 e B2 do SCC são acoplados à proteína G e ativados na presença dos peptídeos biologicamente ativos. Tais receptores estão intimamente relacionados com a ocorrência de processos inflamatórios, especialmente através da ativação do fator de transcrição levando à síntese de fatores pró-inflamatórios. Além disto, a ativação destes receptores, com a exceção do AT1, leva à vasodilatação, facilitando a migração de células do sistema imune. Desta forma, acreditamos que estes dois sistemas podem estar mediando importantes ações que favoreçam estabelecimento e/ou desenvolvimento tumoral. (AU)