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Análise da expressão gênica diferencial das glândulas de veneno de Bothrops jararaca

Processo: 06/07029-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2007
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Inácio de Loiola Meirelles Junqueira de Azevedo
Beneficiário:Carolina Mancini Vall Bastos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Expressão gênica   Venenos de serpentes   Bothrops jararaca

Resumo

A glândula de veneno das serpentes provavelmente evoluiu a partir de glândulas salivares de ancestrais não venenosos. A produção de veneno na família Viperidae está vinculada à saída de veneno do lúmen, que pode ocorrer de forma natural, como por picada, ou por extração manual. A diminuição do conteúdo do lúmen leva ao início do ciclo de produção de veneno, que é marcado por mudanças morfológicas e bioquímicas das células secretoras. Poucos estudos sugerem que o pico de atividade de síntese e secreção de proteínas ocorre do 4° ao 9° dia e alcança um platô após 2 a 3 semanas Acreditava-se que somente a redução do conteúdo de veneno dentro da glândula era importante para estimular o início do processo de síntese e secreção de veneno. Porém, foi demonstrada a presença de inervação noradrenérgica em glândulas de veneno da serpente Bothrops jararaca e que a estimulação de ambos os adrenoceptores alfa e beta é relevante para desencadear o ciclo de produção de veneno. Nesse projeto pretendemos agora estender a experiência de nosso grupo na caracterização transcriptômica e descoberta de toxinas desse tecido, com a análise da expressão gênica diferencial a fim de elucidarmos os mecanismos celulares envolvidos na regulação da produção e secreção de proteínas em glândulas de veneno. Usaremos como modelo, a serpente Bothrops jararaca, espécie brasileira pertencente à família Viperidae, que possui aparelho inoculador do tipo solenóglifo e que é responsável por cerca de 90% dos quase 20.000 acidentes ofídicos anuais que o Brasil registra. Para a análise da expressão gênica em larga escala utilizaremos a técnica de macroarrays. Utilizaremos glândulas retiradas em 0, 1, 2, 4 e 15 dias após a extração manual do veneno para, dessa forma, se obter amostras de todas as fases do ciclo. Outros animais serão divididos em grupos que serão tratados com um inibidor da síntese proteica na glândula (reserpina) e com agonistas de adrenoceptores alfa e beta (fenilefrina e isoprenalina). Os cDNA derivados dos mRNAs desses animais nas diversas condições, serão usados como sonda para a detecção dos genes expressos.As membranas para análise da expressão gênica serão construídas com cerca de 4.000 clones obtidos da biblioteca de cDNA da glândula de veneno retirada após 4 dias da extração manual do veneno. Todas as membranas serão confeccionadas no Centro Brasileiro de Estocagem de Clones, UNESP, Jaboticabal. As membranas serão expostas em Imaging Plate, reveladas no aparelho FLA-3000G Image Analyzer e analisadas no software Array Vision Evaluation 6.0.Após as análises, os genes mais diferencialmente expressos serão sequenciados e caracterizados, a confirmação poderá ser feita por Real-Time PCR. Posteriores análises dependerão dos resultados obtidos. Dessa forma, deveremos identificar os principais componentes responsáveis pela regulação deste epitélio secretor altamente especializado, bem como os momento máximos e mínimos da produção dos mRNAs das diversas toxinas já conhecidas de seu veneno. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
BASTOS, Carolina Mancini Vall. Análise da expressão gênica diferencial das glândulas de veneno de Bothrops jararaca (Serpentes: Viperidae). 2012. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências São Paulo.

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