| Processo: | 07/01665-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2009 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores |
| Pesquisador responsável: | Lincoln Suesdek Rocha |
| Beneficiário: | Camila Moratore |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Culicidae População |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Culicidae | populações | Culicidologia |
Resumo O díptero Culex quinquefasciatus está entre as espécies de culicídeos de importância médica. Tal espécie é a principal vetora de filariose bancroftiana na região Neotropical e de arbovírus em diversas partes do mundo, como o vírus do Nilo Ocidental (WNV), o agente etiológico de uma severa encefalite. Esse mosquito tem hábitos sinantrópicos, é capaz de viver em ambientes poluídos dos centros urbanos e suas populações podem até mesmo desenvolver resistência a alguns inseticidas. Devido à sua relevância médica, Cx. quinquefasciatus tem sido alvo de diversas tentativas de eliminação ou controle populacional. Entretanto, métodos de controle de culicídeos enfrentam como fator limitante a microevolução, processo através do qual alguns aspectos biológicos de uma espécie variam em curtos intervalos de tempo e espaço. Assim sendo, investigar-se a microevolução dessa espécie é uma questão central em entomologia médica.Em geral, estudos microevolutivos iniciam-se com a caracterização comparativa de populações, ao longo de transectos geográficos. Cx. quinquefasciatus tem sido estudada em diversas partes do mundo quanto à diferenciação populacional, variações geográficas, estrutura genética populacional, resistência a inseticidas, etc. No entanto, apesar deste cenário, no Brasil os estudos populacionais envolvendo Cx. quinquefasciatus ainda são escassos.No Estado de São Paulo, algumas localidades de ocorrência de Cx. quinquefasciatus são merecedoras de grande atenção. Num importante pólo turístico do município de São Paulo, o Parque Ecológico do Tietê (P.E.T.), a espécie é muito abundante e incômoda aos milhares de visitantes e moradores da região. Além disso esse parque urbano abriga diversas espécies de vertebrados autóctones ou migradores, potenciais hospedeiros de agentes etiológicos de zoonoses transmissíveis por mosquitos.No município de Pariquera-Açu, (a 150 km da capital), onde a culicidofauna é relativamente bem conhecida, a espécie é também muito abundante, incômoda ao homem e eventualmente incômoda ao gado e animais domésticos. Trata-se de uma região particularmente interessante pois abrange áreas urbanas e semi-rurais e rurais próximas ao ecossistema de mata Atlântica da Serra do Mar. Assim como o local é ecologicamente peculiar, é presumível que este abrigue populações de culicídeos com caracteres biológicos também peculiares. Os municípios de São Paulo e Pariquera-Açu são, portanto, regiões de grande relevância culicidológica além de bastante distintas ecologicamente e distantes geograficamente. Não se sabe se há diferenciação genético-morfológica ou se há fluxo gênico entre as populações dessas duas localidades ambientalmente tão distintas. Para testar tal hipótese, essas duas populações serão comparadas utilizando-se simultaneamente parâmetros biológicos reconhecidamente úteis para caracterização populacional: a) aspectos do DNA ribossômico; b) morfometria geométrica alar; c) micrografia do exocórion dos ovos. Espera-se assim, identificar possíveis variações biológicas de significância evolutiva nessa espécie, as quais poderão auxiliar o aprimoramento de métodos de controle desse inseto-vetor. | |
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