| Processo: | 07/52835-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2009 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História do Brasil |
| Pesquisador responsável: | Izabel Andrade Marson |
| Beneficiário: | Simone Tiago Domingos |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Jesuítas Liberalismo Memória coletiva |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ihgb | Jesuitas | Liberalismo | Memoria | Politica |
Resumo O projeto tem por objetivo identificar e analisar imagens e concepções sobre os jesuítas que emergem nas páginas da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no período de 1839-1889. Além dos artigos e documentos publicados pela RIHGB, deverá explorar as Atas de sessões do Instituto e três obras importantes da literatura que tematizou os jesuítas, mais especialmente "Des Jésuites", de Jules Michelet, "O Jesuíta", de José de Alencar e "Jesuítas!" de Paul Féval, mencionadas por autores estrangeiros e brasileiros, e expressivas da discussão pró ou contra aqueles personagens ocorrida no Brasil e na Europa durante o século XIX. A pesquisa também pressupõe três outros objetivos específicos: fazer o mapeamento do debate que se estabeleceu a propósito deste tema entre os membros do IHGB; levantar os possíveis motivos das diferentes posições sobre o assunto, especialmente vestígios da disputa político-partidária e teses dos partidos políticos que atuaram durante o Segundo Reinado; e anotar, as concepções de história e de nação emergentes neste debate. Os historiadores que estudaram o IHGB e sua Revista reiteradamente apontaram os vínculos entre a política imperial e a produção histórica desta Instituição, e sinalizaram um diálogo entre os textos publicados pela RIHGB, os acontecimentos e a disputa político-partidária vivenciada no Segundo Reinado. De acordo com o estudo monográfico de final de curso, percebemos a existência de uma tradição anti-jesuítica que se constituiu ao longo dos séculos anteriores e se firmou no século XIX. Ela criou argumentos e fundamentou, tanto na Europa quanto no Brasil, uma corrente anticlerical muito ativa no debate político entre liberais e conservadores, especialmente durante o Segundo Reinado. (AU) | |
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