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Testemunho e ficção: a obra de Irene Némirovsky

Processo: 07/53087-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2007
Vigência (Término): 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Márcio Orlando Seligmann-Silva
Beneficiário:Cristiana Vieira Cancelier de Olivo
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Estrangeiro   Ficção (gênero)   Autobiografias

Resumo

O presente projeto de pesquisa vem propor um estudo sobre a obra da escritora ucraniana Irene Némirovsky, a partir dos fundamentos da Teoria do Testemunho e da Teoria e História da Memória. Némirovsky escreveu não apenas romances. Seus textos formam uma espécie de autobiografia romanceada que traz um importante testemunho do seu tempo e da sua condição, contado através de suas personagens. A autora nasceu em Kiev, no ano de 1903, quando os pogroms assolavam a Rússia e promoviam a emigração de quase dois milhões de judeus para outros países. Os Némirovsky partiram primeiro em direção ao norte, em 1918, e ficaram alguns meses na Finlândia, depois na Suécia, até se estabelecerem definitivamente em Paris, no ano seguinte. Irene nunca retornou ao país de origem, mas não conseguiu a nacionalidade francesa. Ainda que tenha alcançado notoriedade e reconhecimento como escritora na França, nunca deixou de ser uma estranha no país que elegeu para viver. Nasce aí uma característica que Irene deixa como marca registrada em cada um de seus textos e que é objeto deste estudo: a condição do estrangeiro. Irene publicou ao todo treze romances, além de crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas da época. Postumamente foi publicado "Suíte Francesa", manuscrito descoberto por suas filhas e editado pela Denoel em 2004, quando recebeu o prêmio Renaudot de Literatura. No dia 13 de julho de 1942, Irene foi presa e deportada, primeiro para o campo de Pithiviers e posteriormente para Auschwitz-Birkenau. Algumas fontes dão conta de que ela já estava muito doente nessa transferência (havia uma epidemia de tifo nos campos) e que teria sido aí assassinada em 17 de agosto, aos 39 anos. (AU)