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Formação e interpretação dos verbos denominais no Português do Brasil

Processo: 07/02304-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2007
Vigência (Término): 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Ana Paula Scher
Beneficiário:Indaiá de Santana Bassani
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Morfossintaxe   Gramática gerativa

Resumo

Muito já se notou sobre a correlação existente entre verbos e substantivos, tanto no que se refere à formação de Nomes Deverbais (ND) quanto à formação de Verbos Denominais (VD). Contudo, principalmente no âmbito do Português do Brasil, as pesquisas atuais parecem estar mais voltadas para o estudo de Nomes Deverbais: Basílio (1980; 1996); Scher (2004; 2007). Este trabalho pretende descrever e analisar primeiramente as propriedades morfológicas e em seqüência as propriedades interpretativas dos VDs do Português do Brasil. Para tal, será necessário constituir um corpus com base em levantamento de ocorrências desses verbos em dicionário da Língua Portuguesa e, a partir destes dados, analisar o processo e o lugar dessas formações. Nota-se que, apesar de alguns trabalhos já terem sido desenvolvidos sobre os VDs no PB Basílio (1993;1996), não há conclusões definitivas. Teorias lexicalistas sugerem que esses verbos são formados no léxico da língua por um processo de derivação (Basílio, (1993)); outras teorias sugerem que a formação destes verbos se dá por um processo sintático que acontece no léxico (Hale & Keyser, (1993)) e outras ainda mais atuais, como a Morfologia Distribuída (MD), sugerem que esses verbos são formados a partir de raízes nominais por operações do componente sintático (Harley, (1999; 2003)). Dada a variedade de opções, fica claro que a natureza dessas formações não é consenso. O presente trabalho partirá da análise dos dados empíricos para posteriormente optar entre um dos modelos teóricos propostos para o tratamento da formação de palavras. A princípio, a MD parece interessante para explicitar algumas ocorrências recentemente observadas, como o fato de a interpretação de alguns VDs ser independente da interpretação do seu substantivo correspondente.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
BASSANI, Indaiá de Santana. Formação e interpretação dos verbos denominais do português do Brasil. 2009. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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