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Arginase II e óxido nítrico sintase (nos): papel na patogênese dos tumores da tiroide

Processo: 07/56928-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Janete Maria Cerutti
Beneficiário:Maria Sharmila Alina de Sousa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/60330-8 - Marcadores moleculares no diagnóstico e prognóstico de pacientes com tumores da tiroide humana: transição da pesquisa básica para a clínica, AP.TEM
Assunto(s):Óxido nítrico sintase   Transdução de sinais

Resumo

Utilizando a técnica de SAGE com posterior validação por PCR em tempo real e imunohistoquímica, verificamos que o gene ARGII (Arginase II) é um dos marcadores cuja expressão está aumentada em carcinoma foliculardatiróide(FTC), mas não se encontra expresso em tiróide normal e adenoma folicular da tiróide (FTA). Posteriormente, demonstramos que a ARGII também está expressa em outros subtipos de carcinomas da tiróide, mas está ausente na maior parte das lesões benignas. Estes achados sugerem que o aumento da expressão dó gene ARGII pode estar associado à patogênese dos carcinomas da tiróide. Apesar de ser identificado como um dos marcadores capaz de distinguir as lesões beninas das malignas, o papel da ARGII na patogênese da tiróide e o mecanismo de sua ativação são desconhecidos. A ARGII participa da via da uréia e compete com a Oxido Nítrico Sintase (NOS) pelo mesmo substrato, a L-arginina. Têm-se sugerido, em outros modelos, que a ARGII esteja relacionado à via de progressão tumoral, enquanto que a NOS, uma enzima que utiliza a L-arginina como substrato e produz L-citrulina e NO, pode estar associada ao processo de apoptose celular ou ainda à patogênese tumoral. Esta aparente discrepância depende da sua concentração no micro-ambiente no qual atua. Este trabalho tem como objetivo investigar o possível mecanismo da ativação da ARGII nos carcinoma da tiróide humana. Como hipótese inicial, sugerimos que o estresse oxidativo possa ser o mecanismo de ativação da ARGII. Assim, induziremos estresse oxidativo em uma linhagem de células foliculares da tiróide derivadas de camundongos Fischer (PCCL3) e investigaremos a modulação da expressão de ARGII. Uma vez que existe uma interação entre as vias da ARGII e da NOS, ambos participam do metabolismo da L-arginina para produção de uréia e L-ornitina ou NO, investigaremos neste modelo a modulação da expressão das diferentes isoformas da NOS: nNOS (NOS neuronal), iNOS (NOS induzível) e eNOS (NOS endotelial). (AU)