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Caracterização de um novo modelo de epilepsia induzido por estimulação elétrica contínua e de baixa intensidade na via perfurante de Ratos Wistar

Processo: 08/52581-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2008
Vigência (Término): 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:João Pereira Leite
Beneficiário:Ana Clara Silveira Broggini
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/56447-7 - Pesquisa através de imagens por ressonância magnética de alto campo destinadas a estudos em humanos, AP.CINAPCE.TEM
Assunto(s):Epilepsia do lobo temporal   Modelo experimental   Via perfurante   Morte celular   Receptores de glutamato

Resumo

A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais freqüente de epilepsia em adultos, caracterizada clinicamente por um desenvolvimento progressivo de crises epilépticas com foco no lobo temporal sendo associada à esclerose hipocampal. O uso de modelos animais, para estudo de desordens humanas, é importante para o entendimento dos mecanismos fisiopatológicos destas doenças. Estudos preliminares indicam que a estimulação elétrica moderada e contínua na via perfurante de ratos gera características muito próximas ao padrão da ELT humana: atrofia hipocampal com perda de neurônios piramidais nos sub-campos CA1 e CA3, com preservação dos neurônios da camada CA2 e células granulares do giro denteado, assim como limitada perda neuronal em regiões extrahipocampais (Sloviter et al., 2007). Assim, buscamos caracterizar nesse estudo um novo modelo de epilepsia induzido por estimulação elétrica contínua e de baixa intensidade da via perfurante, que gera um quadro fisiopatológico mais próximo da condição humana. Os animais acordados receberão um padrão moderado de estimulação da via perfurante de trens de 20Hz, com duração de 10 segundos, durante 8 horas. Esses animais serão submetidos à análise comportamental durante 7 dias e 2 meses e posteriormente serão perfundidos para a realização de análises celulares. Em seguida, um novo grupo será analisado em relação à expressão de receptores GluR1 e Glur2 no hipocampo dos ratos induzidos à epilepsia. Dessa forma, a caracterização comportamental, neuropatológica e molecular deste modelo poderia oferecer contribuições importantes no entendimento da fisiopatologia da ELT. (AU)