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Arquitetura branquial e ultraestrutura de células ionotransportadoras nos anomuros petrolisthes armatus, Clibanarius vittatus e Aegla França (Crustacea, Decapoda): papel na invasão de meio diluído

Processo: 08/52646-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:John Campbell McNamara
Beneficiário:Cláudia Doi Antunes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Anomuros   Ultraestrutura   Aclimatação   Brânquias

Resumo

Os crustáceos ocupam ambientes de variadas salinidades. As brânquias são os principais órgãos responsáveis pela osmorregulação; funcionando como uma interface seletiva que ativamente absorve íons como Na+ e Cl- do meio externo hiposmótico. O epitélio branquial se constitui em um epitélio simples, onde estão presente as células ionotrasnportadoras, cuja superfície basal é banhada pela hemolinfa, e a superfície apical, coberta pela cuticula, faceia o meio externo. Estas células apresentam uma superfície apical caracterizada por evaginações citoplasmáticas, uma superfície basal dotada de invaginações de membrana as quais alojam a enzima ionotransportadora, a Na+/K+-ATPase, e às quais se associam numerosas mitocôndrias. Estas fornecem o ATP necessário à atividade Na+/K+-ATPásica em meio diluído. Quando decápodes hiperreguladores são aclimatados a meio diluído esses sistemas de membrana se reorganizam. Os anomura constituem o grupo mais diversificado dentro dos decápodes. O presente estudo visa caracterizar a arquitetura das brânquias de representantes de três famílias de anomuro, Petrolisthes armatus (Porcellanidae), Clibanarius vittatus (Paguridae) e Aegla franca (Aeglidae) e relacionar a morfologia branquial com a salinidade do habitat em que são encontrados. Incluir-se-á também uma descrição pormenorizada do epitélio branquial responsável pela iono-osmorregulação, junto a uma comparação da ultraestrutura em animais em seu meio natural com a de animais aclimatados a meio salino diferente do habitual. Pretende-se assim, melhor compreender a plasticidade ultraestrutural do epitélio branquial nesse grupo, subsidiando um melhor entendimento da base estrutural do transporte ativo, permitindo discutir a invasão de ambientes diluídos como a água doce. (AU)