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A quimera da modernização: do terceiro distrito de engenhos centrais ao complexo agroindustrial sucroalcooleiro paulista, mineiro e fluminense: 1875-1926

Processo: 08/51078-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Carlos de Almeida Prado Bacellar
Beneficiário:Roberta Barros Meira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cana-de-açúcar   Álcool   Usinas   Modernização

Resumo

O processo de desenvolvimento da agroindústria canavieira, no Sudeste do Brasil, ainda é pouco conhecido. As relações entre modernização tecnológica, intervenção estatal, o crescimento do mercado interno e a necessidade de diversificar a produção, acabaram determinando a transformação de uma área secundária da produção açucareira em uma das principais regiões sucroalcooleiras do mundo. Esse trabalho pretende identificar e caracterizar esse caminhar, tomando como arrimo a sua crescente expansão quantitativa e qualitativa. Para tanto, partimos do pressuposto de que a construção desse lento processo de modernização iniciou-se com as medidas tomadas no Segundo Império, a partir de 1875. Nesse momento, ocorreram as primeiras tentativas de implantação de um novo sistema produtivo no setor açucareiro, através dos incentivos concedidos para a construção de engenhos centrais. A transformação dos engenhos centrais em usinas, na Primeira República, representaria a continuidade e o sucesso das medidas modernizantes, originárias dos anos anteriores. Nesse período, consubstanciaram-se as bases de uma nova fase de desenvolvimento da agroindústria canavieira. Ademais, releva notar que um dos principais fatores do sucesso dessa agroindústria, no Sudeste do país, foi às políticas de cunho modernizante. Enfim, no intuito de contribuir para o entendimento dos caminhos trilhados pelas unidades açucareiras, no Sudeste do Brasil, adotamos a hipótese de que essa região teve maiores facilidades para aplicar as inovações técnicas necessárias ao seu rápido crescimento, uma vez que, contou com um mercado à porta e uma infra-estrutura herdada da cafeicultura, que perpassava desde capitais até o sistema de transporte. Assim, o grande desenvolvimento econômico dessa área, propiciou uma conciliação dos interesses dos seus principais atores, os produtores de açúcar e o Estado. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Dos banguês às usinas 

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MEIRA, Roberta Barros. A quimera da modernização: do terceiro distrito de engenhos centrais ao complexo agroindustrial sucroalcooleiro paulista, mineiro e fluminense. 1875-1926. 2013. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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