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Nômades da norma: corpo, gênero e sexualidade em travestis de diferentes gerações

Processo: 08/52053-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Júlio Assis Simões
Beneficiário:Bruno Cesar Barbosa
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Envelhecimento   Sexualidade   Travestis   Gêneros (grupos sociais)

Resumo

Este projeto surgiu em meu estágio no Centro de Referência em Direitos Humanos GLBTTT de Londrina-PR, em 2007, no qual foi realizado campo nos pontos de prostituição travesti na cidade. Nestas incursões, surgiu uma demanda assistencial de algumas travestis, em torno de 45 anos, devido a sua condição sócio-econômica, por serem HIV+, não possuírem moradia fixa e, devido a problemas relacionados ao uso de silicone industrial e hormônios. Nas entrevistas com estas travestis, uma questão que as preocupa seriam as mudanças nas tradições travestis, sendo que muitas travestis atualmente não se prostituem. Estas mudanças e os problemas relacionados ao envelhecimento provocariam um afastamento entre as gerações e uma estigmatização das mais velhas. Acredito que esta relação entre as gerações parece reiterar uma visão ocidental dominante acerca do envelhecimento, em que a velhice é encarada como um período de degeneração física, social e psicológica. Pois, se a travesti questiona normas consideradas "naturais" em nossa sociedade, como a heterossexualidade reprodutiva, parece haver uma captura do mercado pelo consumo de um corpo jovem, impulsionado pelo desenvolvimento de novas biotecnologias utilizadas nas cirurgias plásticas. Portanto, a partir de uma etnografia nos espaços de sociabilidade travesti em Londrina e em São Paulo, e da realização de entrevistas em profundidade, pretendo compreender suas representações de corpo, gênero e sexualidade. A partir de um coorte geracional entre as travestis mais velhas, nascidas até a década de 70, e as mais novas, nascidas da década de 80 e posteriormente, proponho entender o que estas gerações identificam acerca do que é "ser travesti". (AU)

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