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Caracterização das práticas mortuárias dos caçadores-coletores pré-históricos da Lapa do Santo, Lagoa Santa (MG)

Processo: 08/51747-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Walter Alves Neves
Beneficiário:André Menezes Strauss
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Morfometria   Práticas mortuárias   Sítios arqueológicos

Resumo

O sítio arqueológico da Lapa do Santo se localiza na região calcária de Lagoa Santa, região central do estado de Minas Gerais, e vem sendo escavado desde 2003 no âmbito do projeto temático "Origens e micro-evolução do homem na América: uma abordagem paleoantropológica III" (FAPESP Proc. 04/01321-6). Até o presente momento já foram exumados 26 sepultamentos, com idades entre 5.999±40 e 8.230±40 AP. Análises preliminares dos sepultamentos da Lapa do Santo já indicam uma grande variabilidade. Alguns sepultamentos são primários, com todas as partes anatômicas presentes; outros, também primários, apresentam os membros ausentes. Os sepultamentos secundários apresentam alta variabilidade, uma cova diminuta pode estar repleta de ossos calcinados com todas as partes anatômicas representadas por pelo menos um fragmento; outros com covas demarcadas por concentrações de blocos e seixos por vezes de calcário, por vezes de quartzo, parecem estar associados a crianças. Há crânios isolados e crânios em cujo interior se encontram ossos de um segundo e às vezes até mesmo de um terceiro indivíduo. Partes isoladas dos membros com sinais de corte também são encontrados na Lapa do Santo. Com exceção de alguns sepultamentos marcados por blocos e seixos dispostos de forma circular, nenhum dos sepultamentos apresenta qualquer tipo de acompanhamento funerário. Por isso, o estudo destes sepultamentos será fortemente baseado em categorias como gênero, idade, morfologia craniana, marcadores osteológicos e marcadores tafonômicos. Assim, este projeto se funda em três frentes: contextualização arqueológica, estudo das práticas mortuárias e técnicas de análise osteológica. (AU)

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