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Efeitos comportamentais, imunes e moleculares da administração pré-natal de lipopolissacarídeo na prole masculina de ratas

Processo: 08/53861-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:Maria Martha Bernardi
Beneficiário:Thiago Berti Kirsten
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Comportamento animal   Citocinas   Lipopolissacarídeos   Biologia molecular

Resumo

O LPS (lipopolissacarídeo) é uma endotoxina originária da parede celular de bactérias gram-negativas que ativa o sistema imune com a síntese de citosinas pró-inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-alfa, dentre outros), afetando o cérebro animal e causando o comportamento doentio. Durante a gestação a exposição ao LPS pode causar danos na prole, incluindo desordens neuropsiquiátricas (como depressão, esquizofrenia e autismo). Na dissertação de mestrado (Projeto FAPESP N° 0654587-9) observamos que a administração de LPS (100 microg / kg, i.p) no 9,5° dia de gestação de ratas, causou comportamento doentio nas mães e prejudicou a viabilidade da prole. Na prole, reduziu o comportamento de brincar na infância e a interação social na idade adulta, reduziu os níveis de dopamina e de seus metabólitos no esfriado, não promovendo alterações motoras (atividade geral, catatonia e estereotipia). Em outro experimento do laboratório verificou-se que os animais não buscaram a mãe a partir de um estimulo olfativo materno. Sugeriu-se que essas alterações poderiam ser correlacionadas a modelos experimentais de autismo e, a partir desses resultados, buscar-se-á neste trabalho entender melhor o mecanismo que desencadeou tais alterações nesses filhotes, tanto ao nível comportamental, molecular, como sistêmico. Os seguintes aspectos da prole destas ratas serão enfocados: 1) a natureza das alterações na resposta olfativa; 2) a capacidade de alterar aprendizados estabelecidos; 3) níveis de citosinas circulantes por ensaio imunoenzimático; 4) a expressão dos genes do receptor dopaminérgico D2 no estriado e no, bulbo olfatório com técnica de PCR em tempo real e Western blot. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Estudo cria modelo animal de autismo  
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