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Avaliacao dos efeitos da toxina botulinica do tipo a associada ou nao a finasterida na fertilidade e sobre a expressao de receptores de androgenos, alfa1-adrenergicos, tgf-beta, kgf e cpse na prostata...

Processo: 08/53916-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Wilter Ricardo Russiano Vicente
Beneficiário:Giuliano Queiroz Mostachio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Fertilidade   Ratos   Próstata   Hiperplasia prostática   Cães

Resumo

A hiperplasia prostática benigna (HPB) tem início no animal com um a dois anos de idade, sendo que 80% dos cães com 5 anos apresentam evidências histológicas de proliferação dos compartimentos glandular e estromal da próstata. A fisiopatologia não está totalmente compreendida, no entanto, dois fatores devem ser considerados: o envelhecimento e a presença dos testículos. A diidrotestosterona é o principal andrógeno prostático e acredita-se que este seja o responsável pela HPB, entretanto, estrógenos auxiliam no aumento do tecido prostático, assim como outros fatores de crescimento como TGF-ß e KGF. Os sinais clínicos predominantes de hiperplasia incluem os sinais do trato urinário (gotejamento de fluído uretral e hematúria). A orquiectomia bilateral é o tratamento de escolha, no entanto, animais destinados à reprodução ou naqueles onde a cirurgia está contra-indica, a terapia conservativa se faz necessária. Inúmeras drogas são descritas na literatura, como progestágenos, anti-andrógenos e inibidores da enzima 5 α-redutase. Entretanto, tais medicações possuem efeitos indesejáveis. Recentemente, estudos têm demonstrado à utilidade da toxina botulínica A no tratamento da HPB humana, com significativa redução do volume prostático. Até o presente momento, existem poucas informações de seu emprego no cão, o qual é o único animal doméstico que apresenta esta alteração e se presta como o melhor modelo experimental para novos estudos da HPB no homem. Em estudo realizado anteriormente por nós (MOSTACHIO, 2008), tal fármaco apresentou resultados favoráveis e encorajadores, apresentando reduções de 30% sobre o volume do órgão e alterações não significativas sobre as características (volume, motilidade, vigor, concentração por mL, concentração total e pH) e morfologia espermática. Entretanto, inúmeros estudos se fazem necessários para o elucidamento dos efeitos da toxina na próstata e nos receptores que estão envolvidos na hiperplasia, desta forma será estudada a possível influência da neurotoxina sobre os marcadores (CPSE, TGF-ß, KGF, receptores de andrógeno e receptores α1-adrenérgicos), sobre o volume e diâmetro prostático além da sua implicância sobre a fertilidade e teratogenicidade in vivo. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MOSTACHIO, Giuliano Queiroz. Efeitos da toxina botulínica do tipo A isolada ou em associação com a finasterida sobre a próstata do cão e rato Sprague-Dawley. 2012. 102 f. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. Jaboticabal.

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