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O bandeirismo taubateano e a administracao portuguesa: relacoes de poder e a politica de incentivo a busca de metais preciosos (1645-1720)

Processo: 08/55753-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Laura de Mello e Souza
Beneficiário:Leandro Santos de Lima
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/10367-0 - Dimensões do Império Português: investigação sobre as estruturas e dinâmicas do Antigo Sistema Colonial, AP.TEM

Resumo

Até poucas décadas atrás reinava a idéia de que o bandeirismo paulista tinha sido o resultado natural de uma "raça de gigantes" que foi obrigada, devido ao suposto abandono da metrópole, a adentrar os sertões para buscar o remédio para sua pobreza. Essa definição colocava tal fenômeno histórico num patamar de influências exclusivamente locais, considerando-o atípico e isolado de qualquer relação com a empresa colonial portuguesa. Porém, a historiografia atual, ao revisitar esse tema, vem propondo novos caminhos analíticos diferentes daqueles que até então vigoravam, mesmo porque cada vez mais estão surgindo fontes inéditas. Seguindo a atual tendência, o presente projeto de pesquisa tem por objetivo analisar pontualmente o bandeirismo taubateano, entre os anos de 1645 e 1720, como um fenômeno histórico, fruto de um processo econômico, social e político, tanto de caráter local, como também, colonial. Verificaremos que a segunda metade do século XVII assistiu a um aumento nas incursões sertanistas à procura de metais preciosos. Essas atividades, se por um lado eram financiadas pelo capital privado, que podia, ou não, ser do próprio grupo social bandeirante, por outro lado recebiam o incentivo oficial vindo da metrópole por meio da correspondência entre os agentes oficiais da administração portuguesa. O bandeirante, visando a dominação do poder local, desejava não só enriquecer, mas também enobrecer; já a coroa desejava a injeção de novas riquezas e, para isso, precisava do colono para efetivar sua exploração mineradora, daí incentivar tais incursões com a promessa de honras, mercês e títulos. No jogo de interesses, a relação era simbiótica, ou seja, era uma "empresa em conjunto". Enfim, tanto o grupo bandeirante local quanto a monarquia lusitana desejavam a mesma coisa: a manutenção do poder. Para tanto, nos apoiaremos numa diversificada documentação que, em parte, é inédita: inventários post mortem, testamentos e Livros de Registros e Escrituras que se encontram no Arquivo Histórico Municipal de Taubaté Dr. Felix Guisard Filho; além de Livros de Registros de Batizados que estão na Cúria Diocesana de Taubaté, e por fim, a Correspondência Oficial que já se acha em grande quantidade publicaria em revistas especializadas. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
LIMA, Leandro Santos de. Bandeirismo paulista: o avanço na colonização e exploração do interior do Brasil (Taubaté, 1645 a 1720). 2011. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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