| Processo: | 08/53009-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2011 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia |
| Pesquisador responsável: | Leila Maria Vespoli de Carvalho |
| Beneficiário: | Nathalie Tissot Boiaski |
| Instituição Sede: | Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Antártica Circulação atmosférica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antartica | Atividade Intra Sazonal | Circulacao Atmosferica | Extremos Temperatura | Modelo Regional Atmosferico | Oscilacao Madden Julian |
Resumo A Oscilação de Madden-Julian (OMJ) é um dos principais modos de variabilidade atmosférica de baixa freqüência nos trópicos, sendo o modo dominante da variabilidade intra-sazonal (aproximadamente 20-100 dias). A resposta extratropical da OMJ manifesta-se como um trem de ondas propagando-se em latitudes médias e altas de ambos os hemisférios. No Hemisfério Sul (HS), há indícios de que este fenômeno climático esteja relacionado com a ocorrência de extremos intra-sazonais de temperatura do ar e gelo marinho na região da Península Antártica. No entanto, a origem destes distúrbios intra-sazonais e seu impacto sobre a circulação atmosférica na Península Antártica são pouco conhecidos. Esta região vem apresentando altas tendências de aquecimento, e um dos mecanismos que pode produzir flutuações de baixa freqüência na temperatura é a circulação atmosférica. Este projeto visa compreender a interação trópicos-extratrópicos (forçada pela OMJ) e seu impacto na circulação atmosférica e na temperatura da Península Antártica. Duas questões principais serão investigadas, as quais abrangem estudos observacionais e de modelagem numérica, respectivamente: 1) Caracterizar a resposta extratropical da OMJ e sua propagação no HS; 2) Verificar o papel da OMJ em produzir variações regionais na circulação atmosférica e na temperatura na região da Península Antártica. Para tal, serão utilizadas ferramentas estatísticas e numéricas as quais proverão um melhor entendimento da influência da OMJ nos extratrópicos, assim como a sua relação com outros fenômenos climáticos, tais como o El Nino-Oscilação Sul (ENOS), a Oscilação Antártica (AAO) e o padrão de tele conexão Pacífico-Sul Americano (PSA). Simulações com o modelo regional atmosférico BRAMS (Brazilian Regional Atmospheric Modeling System) dos aspectos de meso-escala forçados pela OMJ serão realizadas. (AU) | |
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