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A morfologia cutânea, o veneno e a coloração entre as espécies simpátricas de anfíbios anuros Ameerega picta (Dendrobatidae), Lithodytes lineatus e Adenomera sp. (Leptoctylidae): um caso de mime

Processo: 08/56016-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Gonçalves Silva Jared
Beneficiário:Ivan Prates
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anfíbios   Mimetismo   Morfologia animal   Toxicidade   Venenos

Resumo

Vários grupos de animais, ditos apossemáticos, apresentam cores vivas associadas à presença de toxinas, que indicam perigo a potenciais predadores. Esses animais podem ser imitados por outros, inofensivos, que assim ganham proteção. Por outro lado, é possível que espécies venenosas apresentem colorido semelhante, de forma a alertar conjuntamente seus predadores sobre suas toxinas. Os dois tipos de mimetismo foram descritos para os sapos da família Dendrobatidae, que apresentam os casos mais conhecidos de apossematismo entre os anfíbios. Na Amazônia, o dendrobatídeo tóxico Ameerega picta e os leptodactilídeos Adenomera sp. e Lithodytes lineatus apresentam notável semelhança de padrões de coloração cutânea, formando um possível complexo mimético. Embora se tenha assumido repetidamente que L. lineatus não é venenosa, há evidências do contrário. A presente proposta de pesquisa objetiva esclarecer, por via morfológica e toxinológica, a possível relação mimética entre essas espécies. Determinar-se-á sua toxicidade através de testes de mortalidade em camundongos. Paralelamente, serão estudadas a morfologia e ultra-estrutura da pele, especialmente das glândulas mucosas e de veneno. O tegumento será submetido a uma análise morfométrica e histoquímica. Por fim, atentar-se-á para aspectos estruturais da pele que podem relacionar-se com a adaptação desses animais ao ambiente abiótico, como o grau de ornamentação do dorso e ventre e a presença da camada dérmica calcificada (camada de Eberth-Kastschenko). Os resultados serão interpretados à luz da biologia e história natural dessas espécies. (AU)

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