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Reconhecimento de emoções faciais em indivíduos com transtorno de ansiedade social

Processo: 08/56294-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:José Alexandre de Souza Crippa
Beneficiário:Kátia Cruvinel Arrais
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Reconhecimento

Resumo

Alguns estudos sugerem que indivíduos com transtorno de ansiedade social (TAS) apresentariam menor habilidade para o reconhecimento de expressões faciais, porém a maioria dos estudos incluiu amostra com poucos sujeitos, que já haviam recebido tratamento e com comorbidades psiquiátricas. Dessa forma, o objetivo deste estudo é avaliar o reconhecimento de expressões faciais de seis emoções básicas (alegria, tristeza, nojo, raiva, medo e surpresa) em indivíduos com TAS, procurando superar essas limitações dos estudos prévios. A amostra - recrutada a partir de estudo epidemiológico - será constituída por 80 indivíduos com TAS que irão compor o grupo experimental e o mesmo número de sujeitos sem o transtorno que formarão o grupo controle. Todos os voluntários serão estudantes universitários, nunca tratados, com idade entre 18 e 30.anos, com classificação sócio-econômica similar e que terão o diagnóstico (ou ausência deste) confirmado por meio da SCID-IV. A tarefa consistirá em julgar qual emoção será apresentada na expressão facial dos estímulos geradas na tela de um computador. Para avaliar as medidas clínicas serão usadas as escalas de auto-avaliação (SPIN, BA1, SSPS, ELHFP), e de hetero-avaliação (BSPS e HDS) e será considerado tempo de doença, subtipo (generalizado ou circunscrito), idade de início e gravidade para possíveis correlações com os achados encontrados. Os estímulos serão faces representando as seis emoções que serão manipulados para que possam ser apresentadas as emoções em diversas intensidades, variando de neutra (0%) até emoção total (100%), sendo que o sujeito deverá apertar o botão relacionado à emoção reconhecida para passar para a apresentação de uma nova emoção. Serão avaliados o tempo, a acurácia e a intensidade necessária para que ocorra o reconhecimento, por meio de testes paramétricos e não paramétricos. A hipótese inicial é a de que os indivíduos com TAS apresentem menor habilidade para o reconhecimento de expressões faciais, tanto de valência positiva como negativa, havendo correlação com a gravidade dos sintomas e do prejuízo no funcionamento social. (AU)